Em tom de campanha, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) afirmou que deseja se candidatar ao governo de Minas Gerais para cuidar do povo, embora sua candidatura ainda não esteja confirmada. Durante a 64ª Festa de São Pedro de Pescador, em Pescador (MG), no dia 28 de junho, o parlamentar disse que sua decisão será tomada após o encerramento da Copa do Mundo, no dia 19 de julho, logo antes do início das convenções partidárias, que começam em 20 de julho[1][2].

"Sabe por que eu quero vir candidato a governador? Para cuidar de cada um de vocês", afirmou Cleitinho aos apoiadores, destacando que pretende trabalhar tanto para quem o apoia quanto para quem não gosta dele[1]. Ao descer do palanque, confraternizou com o público e disse: "Quero ficar no meio do povo"[1].

Ainda que mantenha o suspense sobre sua candidatura, Cleitinho lidera praticamente todas as pesquisas de intenção de voto para o Palácio da Liberdade e é considerado o candidato natural do campo conservador, ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro[2][10]. Sua indefinição preocupa aliados de Flávio na pré-campanha presidencial, pois Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país e considerado estado-chave na disputa pelo Planalto[2].

Se Cleitinho não entrar na corrida eleitoral, outros nomes já estão sendo sondados, como o ex-presidente da Fiemg Flávio Roscoe (PL), o empresário Vittorio Medioli (PL) e o ex-prefeito de Patos de Minas Luiz Eduardo Falcão (Republicanos), que é cotado para ser vice-governador em uma eventual chapa liderada por Cleitinho[2][4].

O atual governador de Minas, Mateus Simões (PSD), é pré-candidato à reeleição. Ele assumiu o cargo em março, após a saída de Romeu Zema (Novo), que deixou o posto para se candidatar à Presidência[2].

Fonte original: Revista Oeste – Política.