Em uma das eleições presidenciais mais disputadas da história da Colômbia, o candidato de ultradireita Abelardo de la Espriella venceu no segundo turno com 49,65% dos votos, contra 48,70% de Iván Cepeda, da esquerda, segundo apuração preliminar com 99,84% das urnas contadas[1][4]. A proclamação oficial do resultado ocorrerá nos próximos dias, após o processo de escrutínio final, que revisa a contagem inicial[1][4].
No Brasil, a esquerda lidera claramente: Iván Cepeda obteve 53,7% dos votos nos consulados colombianos no país, com 2.274 votos, enquanto Espriella ficou com 44,6% (1.889 votos). O Brasil se destaca como um dos poucos territórios onde Cepeda venceu, em contraste com a tendência externa[1].
Nos Estados Unidos e na votação externa total, a ultradireita domina: Espriella conquistou 80,6% dos votos nos EUA (179.841) contra apenas 18,4% de Cepeda (41.142). Na votação total no exterior, Espriella amealhou 63,8% (390.949 votos), enquanto Cepeda ficou com 34,8% (213.140 votos)[1].
A diferença de apenas 0,95% entre os candidatos torna este pleito histórico, com uma margem de cerca de 247 mil votos entre os dois[1][4]. Até a conclusão formal da apuração, o presidente colombiano Gustavo Petro e Cepeda não reconhecem o triunfo de Espriella, afirmando que apenas o escrutínio final pode definir o presidente eleito[1][4]. Petro destacou em suas redes sociais: "Não se pode proclamar nenhum presidente. É o escrutínio que determina quem é o presidente. Obedeço aos juízes"[1].
O vencedor assumirá a presidência em 7 de agosto de 2026, sucedendo Gustavo Petro, e a eleição se tornou um embate entre os projetos políticos de Petro e do presidente dos EUA, Donald Trump[8].
