O chefe do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), almirante Brad Cooper, realizou missões diplomáticas em Beirute nesta sexta-feira (26/06) com o objetivo de implementar um acordo trilateral assinado na semana anterior em Washington entre EUA, Israel e Líbano[1][4]. Durante sua visita, Cooper se reuniu com o presidente libanês, Joseph Aoun, o comandante geral das Forças Armadas do Líbano, Rodolphe Haykal, e outros militares de alto escalão do país[1].

O acordo, anunciado pelo secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, prevê um cessar-fogo progressivo, a retirada gradual das tropas israelenses do sul do Líbano e a desmilitarização de grupos armados, especialmente o Hezbollah[1][2]. O documento estabelece a criação de "linhas amarelas", zonas militarizadas onde as forças israelenses permanecerão até que o Hezbollah seja considerado "completamente desarmado"[1]. Além disso, o acordo reforça a retomada da soberania do território libanês por forças estatais[1][4].

O presidente libanês, Joseph Aoun, demonstrou disposição para seguir com o acordo e estender a autoridade do Líbano até a fronteira sul internacionalmente reconhecida, região onde o Hezbollah e as Forças de Defesa de Israel (FDI) mantêm forte atuação[1]. Contudo, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou o pacto, classificando-o como "nulo", "humilhação" e renúncia à soberania, pois o grupo não participou das negociações[1][6].

Ainda não está claro qual será o papel efetivo dos norte-americanos na tentativa de desarmar grupos no Líbano, embora os EUA se comprometeram a participar ativamente do processo junto de aliados internacionais, especialmente países árabes[1]. O acordo é considerado um marco para a paz e segurança duradoura na região, sob a garantia da diplomacia norte-americana[1].

Fonte original: Metrópoles – Mundo.