Tensões entre EUA e Irã movem mercados com medo de crescimento dos preços

O conflito entre Estados Unidos e Irã mobilizou mercados nesta quinta-feira (23/7), elevando o petróleo para US$ 100 o barril e forçando a valorização do dólar. Essas tensões reacendem temores de inflação global.

Economista Vitor Kayo avaliou que o movimento ocorre em meio à busca por ativos mais seguros diante da incerteza geopolítica, pressionando juros futuros brasileiros e reduzindo apetite por ações.

Petróleo

O barril do óleo não-misto de brent, um tipo comum usado em negociações internacionais de petróleo, disparou para ultrapassar os US$ 100 o barril após a escalada das tensões entre USA e Irã. O fortalecimento da moeda americana também incide sobre o valor do petróleo.

Dólar

O dólar brasileiro abriu o dia em alta, pressionado principalmente pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã e pelo aumento do dólar nas nações de língua inglesa. Os juros futuros brasileiros também subiram coincidentemente com os rendimentos dos Títulos do Tesouro americano.

Impacto no Ibovespa

No mercado acionário, o cenário foi misto: a Petrobras e a Vale sustentaram parte do índice graças à valorização das commodities, enquanto bancos e varejistas foram negativamente afetados pelos aumentos dos juros. O Ibovespa oscilou entre altas e quedas na manhã desta quinta-feira.

Perguntas Frequentes

Por que o impacto do conflito entre EUA e Irã está pressionando a economia global?

O aumento dos preços do petróleo, um importante commodity globa, pode causar uma nova rodada de inflação em diversos países, levantando preocupações nos mercados.

Qual é a expectativa dos bancos centrais para os cortes de juros?

Bancos centrais estão discutindo a redução dos juros mas, com o aumento dos preços do petróleo e da inquietação geopolítica, essas possíveis baixas na taxa podem ser adiadas.

Qual é a perspectiva para o Ibovespa nos próximos dias?

A valorização das commodities poderá sustentar o Ibovespa por um tempo, mas as incertezas geopolíticas e os movimentos dos juros futuros devem continuar pressionando.