A conta oficial do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na rede social X (antiga Twitter) publicou uma mensagem de solidariedade ao país após dois terremotos seguidos que atingiram o território venezuelano na última quarta-feira (24/6), deixando mais de 1.450 mortos e milhares de feridos. A mensagem, que não está confirmada se foi escrita ou autorizada diretamente por Maduro — atualmente preso em Nova York sob acusação de "conspiração para narcoterrorismo" —, foi provavelmente elaborada pela equipe que administra o perfil na plataforma.
Maduro agradeceu a "resposta solidária e imediata de povos e governos do mundo" que enviaram ajuda à Venezuela. Em sua mensagem, o ex-presidente destacou: "Cada socorrista, médico, bombeiro, funcionário, voluntário, soldado, policial, vizinho e povo amigo que ajuda está semeando vida em meio à dor". O texto também incluiu o versículo bíblico Mateus 25:34-40, do Novo Testamento, que fala sobre acolhimento e cuidado com os necessitados.
Os dois terremotos, com magnitudes de 7,2 e 7,5, ocorreram em rápida sucessão, com apenas 39 segundos de diferença entre eles. O primeiro sismo teve epicentro próximo a San Felipe, no estado de Yaracuy, com profundidade de 20,3 km; o segundo, mais intenso, ocorreu perto de Yumare, com profundidade de 10 km. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), foram os sismos mais fortes registrados no país em mais de 100 anos, desde o terremoto de San Narciso de 1900.
O governo venezuelano, liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência nacional. O balanço mais recente confirma 1.450 mortos, 3.360 feridos e 774 edifícios afetados, incluindo 189 desabamentos e 585 com danos parciais. As áreas mais impactadas foram Caracas, a capital, e o estado de La Guaira. Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas, e diversos países da comunidade internacional já enviaram ajuda humanitária e equipes de resgate.
Na mesma noite dos terremotos, a conta de Maduro já havia publicado uma mensagem solidária. O ex-presidente foi capturado pelo Exército dos Estados Unidos em 3 de janeiro de 2026, junto com sua esposa, Cília Flores, e será julgado em tribunal de Nova York.
Fonte original: Metrópoles – Mundo.
