A Copa do Mundo 2026 já movimentou mais de US$ 3 bilhões em apostas com criptomoedas na plataforma Polymarket, maior mercado de previsões do mundo, onde usuários negociam probabilidades em tempo real para cada jogo, fase de grupos e, principalmente, para o vencedor da competição[1][2].
O principal mercado da competição, chamado "Vencedor da Copa do Mundo", acumulou um volume negociado superior a US$ 3 bilhões nesta quinta-feira (25) [1]. A França lidera as apostas com 19% das negociações, seguida por Argentina (15%), Espanha (14%) e Inglaterra (11%). O Brasil, que venceu a Escócia por 3 a 0 na quarta-feira (24), aparece na 7ª posição com 5% das negociações[2].
Na plataforma, que opera em uma blockchain, os usuários negociam tokens "sim" e "não", representando diferentes resultados possíveis para um evento futuro. Se o resultado escolhido realmente acontecer, os investidores podem trocar esses tokens pelo valor correspondente ao total apostado[1]. O mercado será liquidado em 20 de julho, um dia após a final da Copa do Mundo[2].
Riscos regulatórios e operacionais
Vale lembrar que o Polymarket, assim como outras plataformas de negociação de derivativos de eventos que não sejam econômico-financeiros, foi proibido no Brasil em abril deste ano. Naquele mês, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os mercados preditivos não são legais nem regulados no Brasil e não se enquadram na regulamentação das apostas esportivas (bets)[1].
Essas plataformas também são arriscadas. O Polymarket, por exemplo, ainda opera em uma zona cinzenta do ponto de vista regulatório. Além disso, a liquidez varia bastante entre os mercados, o que pode dificultar a venda das posições sem perdas[1].
Outros destaques do mercado cripto
• 4 bitcoins por 3 gols da Seleção: A OranjeBTC prometeu comprar 1 bitcoin para cada gol da Seleção na Copa do Mundo. Ontem, a empresa adquiriu quatro unidades da criptomoeda, incluindo o gol de Vinicius Júnior no primeiro tempo, que acabou sendo anulado. Com isso, a tesouraria da empresa chegou a 3.826 bitcoins, posicionando-se na 24ª posição entre as maiores bitcoin treasuries do mundo[1].
• Gigante cripto desembarca no Brasil: A Blockchain.com decidiu desembarcar no Brasil com uma solução cross-border (plataforma que permite operações entre países). Segundo a companhia, a expansão veio após identificar uma demanda crescente por esse tipo de serviço no país[1].
• Stablecoin: moeda ou ativo virtual?: Em maio, o Banco Central enviou uma nota ao Congresso afirmando que stablecoins não são ativos virtuais, mas moedas de emissão privada. A Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto), porém, discorda e defende que elas devem ser classificadas como ativos virtuais[1].
Cotações das principais criptomoedas às 8h20
• Bitcoin (BTC): -1,72%, US$ 61.264,11[1]
• Ethereum (ETH): -1,63%, US$ 1.630,78[1]
• BNB (BNB): -1,98%, US$ 562,34[1]
• XRP (XRP): -1,24%, US$ 1,06[1]
• Solana (SOL): -0,96%, US$ 68,15[1]
