A Coreia do Sul acusou formalmente a Coreia do Norte de violar o armistício de 1953, que impôs o cessar-fogo ao fim da Guerra da Coreia, após militares norte-coreanos instalar cercas de arame farpado a cerca de 80 a 90 metros da Linha de Demarcação Militar (LDM), a fronteira terrestre entre os dois países[2][3]. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (22/6) pela mídia estatal sul-coreana, com base no relatório do Estado-Maior Conjunto (JCS) da Coreia do Sul[2].
O local onde as cercas foram instaladas também divide a Zona Desmilitarizada (ZDM) entre as Coreias — uma faixa de 4 km de largura, com 2 km para cada lado[2]. Até o momento, o governo da Coreia do Norte ainda não se pronunciou sobre as acusações[2].
O episódio ocorre meses após a Coreia do Norte, liderada por Kim Jong-un, alterar sua Constituição e descartar temas relativos à possível reunificação entre as duas nações[2]. Oficialmente, as duas Coreias permanecem em estado de guerra desde os anos 1950, apesar do armistício de 1953, pois nenhum tratado de paz formal foi assinado entre as partes[5][6].
Recentemente, a fronteira entre os dois países foi alvo de outros incidentes: a Coreia do Norte acusou a Coreia do Sul de disparar tiros na área da fronteira, classificando o ato como "provocação deliberada"[1], enquanto a Coreia do Sul confirmou que disparou tiros de advertência após soldados norte-coreanos cruzarem a ZDM e adentrarem território sul-coreano[2].
