Investigações: Empresa sancionada pelos EUA foi usada em esquema do Vai de Bet

Em maio de 2025, a Victory Trading, empresa sancionada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), integrou um esquema para lavar dinheiro utilizando patrocínios feitos pelo clube paulista. A polícia americana informou que os recursos ilícitos, originados no tráfico de drogas, foram ocultos através do Vai de Bet.

Operação policial

No início deste ano, a Polícia Federal (PF) prendeu Victor Shimada, dono da Victory Trading, acusado 'lavar dinheiro ilícito de um clube de futebol brasileiro em um esquema fraudulento de patrocínio'. Shimada foi solto duas semanas depois. A investigação teve seu principal ponto de partida no relatório de Vinícius Gritzbach, assassinado em novembro 2024, que denunciou a integração do PCC com clubes fútbol.

Economia subterrânea

A rede criada por Shimada operava diretamente entre o PCC e traficantes internacionais. Segundo o comunicado do Tesouro dos EUA, a empresa lavou mais de US$ 30 milhões em bens gerados em várias cidades americanas. As investigações tiveram um duplo enfoque: as atividades no Estado de Flórida e São Paulo.

A implicação na Vai de Bet

O esquema do Vai de Bet foi revelado em janeiro 2024, quando a diretoria corintiana anunciou o patrocínio da Vai de Bet por R$ 370 milhões, nove meses depois a empresa é citada na Operação Cúpula.

Perguntas Frequentes

Quem foi Victor Shimada?

Renomado empresário do setor de marketing esportivo, o dono da Victory Trading está envolvido em fortes suspeitas de lavagem de dinheiro. As investigações sugerem que ele usou os patrocínios para esconder tráfico de drogas.

Como a Vai de Bet foi envolvida?

R: O clube ofereceu um contrato multimilionário à empresa, servindo como meio para disfarçar recursos ilícitos sob o manto da fórmula do marketing esportivo do Vai de Bet.

Quais são as consequências?

R: A prisão de Shimada e a possível falência da Victory Trading desmontam o esquema, mas a investigação continua com foco em outros membros do PCC suspeitos de envolvimento direto nos crimes.