Uma pesquisa eleitoral realizada pelo instituto Real Time Big Data e divulgada na quinta-feira (18) revela o cenário da corrida eleitoral no Acre para as eleições de 2026, com destaque para o governador Gladson Cameli (PP) na disputa pelo Senado e para o senador Alan Rick (Republicanos) na disputa pelo Governo estadual.

No cenário estimulado para uma das duas vagas ao Senado Federal, Gladson Cameli lidera com 27% das intenções de voto. O ex-governador, que comandou o estado entre 2019 e abril de 2026, atualmente está inelegível, mas mantém recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a situação. Em seguida, aparecem o senador Márcio Bittar (União Brasil), com 18%, e o ex-governador Jorge Viana (PT), com 14%. A lista completa inclui também Jéssica Sales (MDB) com 10%, Mara Rocha (MDB) com 9%, Coronel Ulysses (União Brasil) com 6%, Sérgio Petecão (PSD) com 5% e Eduardo Velloso (União Brasil) com 3%[1].

Na disputa pelo Governo do Acre, o senador Alan Rick lidera todos os cenários testados pelo instituto. No primeiro cenário estimulado, Alan Rick aparece com 44%, seguido por Mailza Assis (PP) com 18%, André Kamai (PT) com 5% e Thor Dantas (PSB) com 4%. Os brancos e nulos somam 8%, enquanto 21% não sabem ou não responderam. Em um terceiro cenário, com a presença de Bocalom e Mailza na disputa, Alan Rick mantém a liderança com 35%, seguido por Bocalom (23%), Mailza Assis (14%), André Kamai (5%) e Thor Dantas (4%)[1].

A pesquisa evidencia a força de lideranças tradicionais na região Norte, onde governadores, ex-governadores e parlamentares experientes dominam as articulações para 2026, transformando a corrida eleitoral em um embate de personalidades consolidadas que buscam preservar espaço e influência no Congresso[3]. No Acre, os três principais nomes da disputa legislativa — Gladson Cameli, Márcio Bittar e Jorge Viana — já passaram pelo Senado, com dois deles tendo sido também governadores estaduais[2].

Com menos de quatro meses das eleições de 2026, o cenário eleitoral no Acre mostra uma disputa ideológica que abrange da direita à esquerda, com Gladson Cameli representando a direita, Márcio Bittar o centro-direita e Jorge Viana a esquerda, configurando uma das corridas mais marcadas pela força de nomes tradicionais na região[2].