Assunção — A Reunião Ordinária do Conselho do Mercado Comum (CMC) acontece nesta segunda-feira (29/6) na capital paraguaia, com a presença de ministros dos países do Mercosul, preparando o terreno para a 68ª Cúpula de Chefes de Estado, marcada para terça-feira (30/6). O evento reúne líderes de governos de direita e de esquerda, incluindo o presidente brasileiro Lula, o argentino Javier Milei, o uruguaio Yamandú Orsi, o boliviano Rodrigo Paz, o chileno José Antônio Kast e o equatoriano Daniel Noboa, além do anfitrião, Santiago Peña.
O ministro de Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Lezcano, abriu a reunião destacando a importância do diálogo e da cooperação para o desenvolvimento regional. O Brasil está representado pelo chanceler Mauro Vieira. Durante o fim de semana, foram concluídas as reuniões técnicas do bloco, com avanços em agendas de comércio, modernização do controle de fronteiras e integração digital. Ao final do dia, serão assinados novos acordos comerciais[6].
A cúpula ocorre em um contexto de ascensão de governos de direita na América do Sul, consolidada pela vitória de representantes desse espectro na Colômbia e no Peru, fenômeno conhecido como Onda Azul. Além disso, o bloco demonstrará solidariedade à Venezuela, que enfrenta uma tragédia humanitária após terremotos atingirem o país. O encontro também celebrará o avanço nas negociações de acordos comerciais, incluindo a parceria com o Japão, que busca acelerar as tratativas para um acordo comercial[1].
Entre os temas em pauta, destaca-se a aceitação da Carteira de Identidade Nacional em países do Mercosul, facilitando a circulação de cidadãos na região. A cúpula também deve ser marcada por discussões sobre a modernização administrativa do bloco, com foco na eliminação de barreiras financeiras, cambiais e de natureza administrativa, conforme destacado por chanceleres do Uruguai[1].
A fonte original do artigo é Metrópoles – Mundo.
