A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) abriu a sessão não deliberativa do Senado Federal, nesta sexta-feira (26), com uma manifestação de solidariedade ao povo venezuelano em razão do terremoto que atingiu o país[1][2]. Durante seu pronunciamento na tribuna, a parlamentar mencionou estimativas divulgadas pela imprensa internacional que apontavam entre 10 mil e 100 mil mortos, embora os números ainda não tenham confirmação oficial[3].

"As imagens que chegam de todos os lugares, as imagens a que nós estamos tendo acesso nos mostram o tamanho e a gravidade que foi o terremoto na Venezuela", declarou Damares[1]. A senadora também lembrou que milhares de venezuelanos buscaram refúgio no Brasil nos últimos anos, sobretudo pelas fronteiras de Pacaraima, em Roraima, e pelo Amazonas[2]. Segundo ela, o desastre natural se soma às dificuldades enfrentadas pela população do país vizinho em razão da crise econômica[1].

Após o pronunciamento, Damares pediu que os senadores presentes no plenário e os parlamentares que acompanhavam a sessão remotamente participassem de um minuto de silêncio em memória das vítimas[1]. Ela citou nominalmente o senador Eduardo Girão (Novo-CE) e explicou que a homenagem repetia um gesto realizado na véspera durante reunião da Comissão de Direitos Humanos[1]. O momento também contou com a participação de alunos do ensino fundamental da Escola Classe 308 Sul, de Brasília, que visitavam o Senado[1].

"Eu quero que vocês imaginem, crianças, quantas crianças hoje estão chorando na Venezuela", disse Damares, dirigindo-se às crianças nas galerias[1]. "Vai ficar registrado na história que vocês estavam aqui na hora que esta Casa parou, ficou em silêncio e rezou pelo povo", prosseguiu[1]. Ao encerrar o pronunciamento, a parlamentar ressaltou que as equipes de resgate ainda trabalham entre os escombros e que o número de vítimas permanece indefinido[1].

"Se fosse uma única pessoa que tivesse morrido, já seria demais", declarou Damares. "Porque eu creio que uma vida vale mais que o mundo inteiro"[1]. Segundo o último balanço oficial, ao menos 235 pessoas morreram na tragédia, com 4.300 feridos, e entre as vítimas estrangeiras há dois brasileiros confirmados[1][2].

Fonte: Revista Oeste – Política.