A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) está na liderança de um grupo de especialistas que ajudará a formular as diretrizes de direitos humanos para o plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República em 2026[1]. Ex-ministra dos Direitos Humanos no governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio, Damares afirmou que o trabalho já está em andamento há cerca de três meses e visa gerar propostas para temas como povos tradicionais, mulheres, pessoas com deficiência, pessoas com transtorno do espectro autista e famílias atípicas[1].
O grupo liderado por Damares reúne antigos integrantes do ministério que ela chefiou, incluindo Viviane Petinelli (ex-secretária executiva adjunta) e Tatiana Alvarenga (ex-secretária executiva)[1]. Também participam dos debates juristas e ex-membros da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos e da Comissão de Anistia[1]. Além da senadora, a equipe de Flávio Bolsonaro conta com outros nomes de destaque, como Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, que colabora com as propostas para a área econômica, e o ex-deputado Eduardo Cury (PL), que coordenou a parte técnica do documento[1].
A legislação eleitoral exige que os candidatos ao Planalto apresentem o programa de governo junto ao registro da candidatura na Justiça Eleitoral, com prazo final em 15 de agosto[1]. Damares adiantou na quarta-feira (24/6) que a expectativa é de que todas as propostas estejam prontas até esse prazo[1]. Enquanto as diretrizes de direitos humanos são elaboradas, Flávio Bolsonaro já apresentou seu plano de segurança pública, intitulado "Brasil Sem Medo", que inclui 12 propostas como o endurecimento de penas, a redução da maioridade penal e a classificação de facções criminosas como organizações narcoterroristas, alinhando-se a interesses de Donald Trump[3][4].
Paralelamente, a equipe de Flávio Bolsonaro está estudando uma proposta radical para o plano econômico que prevê interromper a correção dos benefícios previdenciários e assistenciais pela inflação somada ao crescimento do PIB, corrigindo-os apenas pela inflação, o que poderia congelar os benefícios em termos reais e gerar uma economia de cerca de R$ 800 bilhões em dez anos[2]. A agenda também sinaliza a intenção de revisar a reforma trabalhista de 2017, com maior flexibilização e redução de custos trabalhistas[2].
