A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) respondeu publicamente ao jornalista Paulo Figueiredo após ele ironizar a ausência de confirmação de sua presença no evento organizado por Flávio Bolsonaro (PL) para mulheres conservadoras. Em sua resposta, Damares afirmou que não se esconde atrás de um computador e desafiou o jornalista a conhecê-la pessoalmente em seu gabinete.

O embate começou após a publicação de um vídeo por Michelle Bolsonaro, que relatou ter sido humilhada por Flávio em uma ligação devido a divergências sobre o apoio local no Ceará. Como reação, Flávio anunciou um encontro para mulheres conservadoras e pediu a Damares que organizasse o evento. No entanto, a senadora, questionada pela coluna Igor Gadelha do Metrópoles, não confirmou presença, respondendo: "Orando (para ver se vai)". A senadora também indicou que não acredita na presença de Michelle no encontro.

Paulo Figueiredo, aliado dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, ironizou a resposta de Damares em uma publicação no sábado, sugerindo que, se o evento fosse da primeira-dama Janja ou da deputada Maria do Rosário, as figuras do governo e da oposição estariam unidas. A senadora rebateu a crítica, afirmando que Figueiredo não a conhece e que ele deveria passar um dia com ela em seu gabinete para entender o que é "batalha contra o mal de verdade", como se enfrenta bandidos reais e como se faz oposição à esquerda sem agredir a honra ou a moral das pessoas.

Damares se apresentou novamente ao jornalista, destacando que é a mulher que enfrenta pedófilos, corruptos e o crime organizado de frente, sem medo, e que anda nas ruas e comunidades. Em resposta, Figueiredo afirmou que gostaria de ir ao Brasil, mas não pode por determinação judicial. O Supremo Tribunal Federal (STF) bloqueou em 2023 contas, redes sociais e passaporte do jornalista, acusado de disseminar discurso de ódio e de atos antidemocráticos. Ele também é investigado por coação em processo judicial, com denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) indicando que atuou junto a Eduardo Bolsonaro para obter sanções dos Estados Unidos contra o Brasil.

Fonte original: Metrópoles – Brasil.