O ouro que compõe a taça da Copa do Mundo valorizou 1.238,04% entre 2002, ano do penta do Brasil, e 2026, quando a onça-troy passou de US$ 314,40 (R$ 1.617,34) a US$ 4.206,80 (R$ 21.640,62)[1][2].
Considerando apenas o metal presente no troféu — 4,631 kg de ouro 18 quilates (75% de ouro puro) em um total de 6,175 kg —, o valor estimado do ouro usado na taça em 2026 é de US$ 626.268,20 (R$ 3.221.985,00), enquanto em 2002 equivalia a cerca de US$ 46.820,70 (R$ 240.883,10)[1][3].
Corrigido pela inflação do dólar, o ganho real do ouro desde o pentacampeonato do Brasil foi de aproximadamente 619%, com a onça-troy de 2002 ajustada a US$ 585,02 (R$ 3.009,46), ainda muito abaixo do preço de 2026[1].
A taça, criada pelo escultor italiano Silvio Gazzaniga e usada desde 1974, tem 36,8 cm de altura, 13 cm de diâmetro na base e duas faixas verdes de malaquita[1][3][4].
Se fosse fabricada hoje, o custo do ouro necessário seria de US$ 626.268,20, muito superior aos US$ 22.933,40 (R$ 117.987,70) estimados para sua estreia em 1974[1][3].
Entre 2002 e 2006, o preço do ouro quase dobrou, com alta de 99,14%, impulsionado por demanda de investimentos, fraqueza do dólar e tensões geopolíticas pós-11 de Setembro[1].
De 2006 a 2010, o avanço foi de 91,45%, com a commodity beneficiada pela crise financeira global de 2008 e pela mudança de postura dos bancos centrais como compradores líquidos de ouro[1].
Entre 2010 e 2014, a alta perdeu força, chegando a apenas 9,01%, enquanto a Espanha conquistou seu primeiro título em 2010 com gol de Andrés Iniesta aos 116 minutos[1].
Apesar do valor altíssimo, a Fifa não permite que o vencedor leve o troféu original; a seleção campeã fica com uma réplica de bronze banhada a ouro, enquanto o original permanece sob guarda da organização[1][3].
Réplicas em miniatura do troféu podem ser adquiridas na loja oficial da Fifa por até US$ 70 mil (R$ 351 mil)[1].
O troféu é mantido em esquema forte de segurança, com acesso restrito a campeões mundiais e chefes de Estado, preservando seu valor simbólico e integridade física[3].
Assim, a taça da Copa do Mundo não vale apenas pelo metal: carrega história, design, disputa esportiva e o peso simbólico de ser entregue ao campeão do mundo, mas, se o recorte considerar apenas o ouro, o salto desde sua primeira aparição em 1974 é expressivo[1][3].
Com 148,92 onças-troy de ouro puro, o troféu se tornou uma das peças mais icônicas do futebol mundial e uma relíquia econômica de valor extraordinário[1][3].
