Aumento da publicidade das bets preocupa defensoras públicas

Defensores públicos criticam a ampla exposição à publicidade de apostas no Brasil, que eles vêem como fator contribuinte para o superendividamento e aumento do risco de saúde mental da população de baixa renda. Em reunião nesta terça-feira (7) em Brasília, eles debateram a necessidade de regulamentação mais rigorosa.

Espaço de propaganda

A defensora pública Luciana Peles da Cunha destaca que os anúncios de apostas estão 'em todos os lugares: na televisão, em qualquer horário, nos campos de futebol e nas placas publicitárias'. Sua coordenação no Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) da Defensoria Pública do Rio de Janeiro (DPRJ) lhe trouxe experiências diretas com os danos causados pelo vício em apostas.

Amenização das propagandas

Marcelo Dayrell Vivas, defensor público no Estado de São Paulo e coordenador da Comissão de Saúde da Anadep (Associação Nacional das Defensoras Públicas e Defensores Públicos), considera que a publicidade massiva de apostas tenta incutir a ideia de que 'jogo é uma oportunidade de ganhar renda extra', o que alega ser enganoso. Além disso, estime-se que cerca de 270 mil famílias tenham se endividado até marcos imediatos em razão dessas apostas.

Rígidas leis e prazos

A economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ione Amorim, alerta para o alto nível de capilarização dos hábitos de apostar, que dificulta combatê-los. Ela espera que sejam estabelecidas regras mais rígidas contra a publicidade das bets e a publicidade do cigarro.

Conforme informação divulgada por Agência Brasil – Política
  • Lei nº 14.790, de dezembro de 2023, regulamenta o funcionamento das empresas ofertando apostas no Brasil a partir de janeiro de 2025.

Perguntas Frequentes

Qual é a principal preocupação dos defensores com a publicidade das bets?

Eles criticam o aumento significativo da exposição à propaganda, que está em locais como televisão e campos de futebol.

Quantas famílias endividadas foram afetadas pelas apostas online desde 2023?

Aproximadamente 270 mil famílias se endividaram em razão dessas apostas, alerta uma economista.