A moeda americana recuou 1% nesta sexta-feira, impulsionada pelo enfraquecimento internacional do dólar e expectativas do mercado.
O dólar comercial registrou uma queda significativa nesta sexta-feira (21), fechando em R$ 5,142. Este é o menor valor de fechamento para a moeda americana em pouco mais de dez dias, indicando um dia de alívio nos mercados financeiros.
A cotação do dólar chegou a R$ 5,13 por volta das 15h30, consolidando uma valorização da moeda brasileira. Na semana, a queda acumulada do dólar foi de 1,53%, refletindo um cenário global favorável e maior apetite por ativos de risco.
Paralelamente, a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) também teve um dia positivo, com o Ibovespa subindo quase 2% e encerrando a semana no campo verde. O movimento ocorreu em meio ao enfraquecimento da moeda estadunidense no exterior e à expectativa em torno do cenário eleitoral brasileiro.
Fatores Globais Impulsionam a Queda do Dólar
O principal motor da queda do dólar foi seu enfraquecimento no mercado internacional, que atingiu o menor nível em três meses. Este cenário foi influenciado pelas expectativas de novas operações de recompra de títulos de longo prazo por parte do Tesouro dos Estados Unidos.
A perspectiva de maior liquidez no mercado de títulos públicos americanos contribuiu para aliviar a pressão sobre o dólar. Isso, por sua vez, favoreceu divisas de países emergentes, com o Real brasileiro e o peso chileno estando entre as moedas de melhor desempenho do dia.
O índice DXY, que acompanha o dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, estava próximo dos 98,856 pontos no fim da tarde, acumulando uma queda de cerca de 0,80% na semana. O euro e a libra esterlina também registraram valorizações, atingindo o maior valor desde maio e fevereiro, respectivamente.
Ibovespa Cerra Semana em Alta Firme
O Ibovespa, principal indicador da B3, fechou esta sexta-feira em alta de 1,85%, atingindo 171.031,73 pontos. Este resultado marca a terceira alta consecutiva do índice, alcançando seu maior nível desde 10 de agosto.
Com a performance positiva do dia, a bolsa brasileira acumulou uma valorização de 2,45% na semana. Apesar disso, no acumulado do mês, o Ibovespa ainda registra uma queda de 3,91%, após uma sequência de fortes perdas no início de agosto.
As ações de grandes bancos tiveram um papel crucial em sustentar o Ibovespa durante o pregão. Investidores continuam atentos ao fluxo de recursos estrangeiros, que até o dia 19 de agosto, apontava uma saída líquida de R$ 22 bilhões de capital estrangeiro da bolsa brasileira.
Petróleo Sobe com Tensões Geopolíticas
Contrastando com o otimismo dos mercados de câmbio e ações, o preço do petróleo encerrou a semana em forte alta. O barril do tipo Brent, referência internacional, avançou 0,65% (+US$ 0,61), fechando a US$ 94,39, e acumulou valorização de 6,6% na semana.
Essa escalada nos preços é atribuída à continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã. A incerteza sobre o transporte de cargas em rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz e o Mar Vermelho, também pressiona as cotações, impactando a oferta e o transporte internacional.
O transporte marítimo nessas regiões segue abaixo dos níveis anteriores aos conflitos. As negociações entre EUA e Irã permanecem paralisadas, mantendo no mercado o temor de novos impactos sobre a oferta global de petróleo.
Perguntas Frequentes
Qual foi o valor de fechamento do dólar nesta sexta-feira?
O dólar comercial fechou esta sexta-feira (21) em R$ 5,142, marcando seu menor valor de fechamento em mais de dez dias e acumulando uma queda semanal de 1,53%.
O que causou a queda do dólar no mercado?
A queda do dólar foi impulsionada principalmente pelo seu enfraquecimento no mercado internacional, motivado pelas expectativas em torno das operações de recompra de títulos de longo prazo pelo Tesouro dos EUA, o que aumenta a liquidez e favorece moedas emergentes.
Como o Ibovespa se comportou nesta semana?
O Ibovespa fechou em alta de 1,85% nesta sexta-feira, atingindo 171.031,73 pontos, e acumulou uma valorização de 2,45% na semana. Este desempenho é o maior desde 10 de agosto, apesar de uma saída de capital estrangeiro no mês.
Por que os preços do petróleo subiram?
Os preços do petróleo subiram devido às tensões contínuas entre Estados Unidos e Irã, além das incertezas sobre o transporte de cargas em rotas marítimas cruciais como o Estreito de Ormuz e o Mar Vermelho, que impactam a oferta global.
