A queda da moeda americana para o menor patamar em um mês, com recuo de 7,28% no acumulado do ano, é influenciada pelo cenário externo e a alta do petróleo.
O dólar à vista encerrou o pregão desta terça-feira com uma forte queda, fechando cotado a R$ 5,089. O recuo de 0,79% marcou o menor valor de fechamento da moeda americana em um mês, um cenário não visto desde 7 de agosto, quando o dólar havia terminado a sessão a R$ 5,084.
Essa significativa desvalorização do dólar foi impulsionada por uma combinação de fatores, incluindo a movimentação dos ativos domésticos no Brasil e a elevação dos preços do petróleo no mercado internacional, decorrente das crescentes tensões no Oriente Médio.
Enquanto o dólar registrava sua queda, a bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, celebrava um dia de alta. O índice atingiu seu maior nível desde maio, refletindo o otimismo de investidores e a dinâmica do mercado financeiro nacional.
Dólar Abaixo de R$ 5,10: Detalhes da Cotação
O dólar à vista flutuou bastante durante o dia, alcançando uma máxima de R$ 5,1289 e uma mínima de R$ 5,0713 antes de se fixar em R$ 5,089 ao final do pregão. A desvalorização da moeda americana ocorreu em um contexto de movimentação dos mercados locais e um ambiente externo favorável às moedas de países emergentes.
Com o resultado desta terça-feira, o dólar acumula uma queda de 7,28% no ano. Apenas nos cinco primeiros pregões de setembro, a divisa já registra um recuo de 1,82%, contrastando com a alta de 2,16% observada durante o mês de agosto.
Ibovespa Em Alta e o Fluxo Estrangeiro na B3
O Ibovespa fechou em alta de 1,20%, atingindo 187.366,84 pontos. Esse patamar representa o maior nível de fechamento para o índice desde 4 de maio. Durante a sessão, o Ibovespa chegou a tocar 189.487,70 pontos em sua máxima, com a mínima registrada em 185.207,66 pontos.
O volume financeiro movimentado na B3 foi de expressivos R$ 29,76 bilhões. Entre os papéis de maior peso no índice, as ações da Petrobras se destacaram, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional. As ações preferenciais da estatal subiram 2,08%, enquanto as ordinárias valorizaram-se 2,36%.
Dados da B3 indicam que o fluxo de capital estrangeiro para a bolsa brasileira permanece positivo em setembro. Nos três primeiros pregões do mês, a entrada líquida de capital externo já somava R$ 3,9 bilhões, demonstrando o interesse de investidores internacionais.
Preço do Petróleo e As Tensões no Oriente Médio
Os contratos de petróleo registraram alta nesta terça-feira, impulsionados pelo aumento das tensões no Oriente Médio e por ataques a instalações energéticas na Arábia Saudita. O barril do tipo Brent, referência internacional, avançou 0,9%, para US$ 97,92, alcançando o maior nível desde 23 de julho.
Já o barril WTI, referência nos Estados Unidos, valorizou-se 1,7%, para US$ 93,03, atingindo o maior fechamento desde junho. Os ataques, que atingiram cidades no sul da Arábia Saudita e instalações ligadas ao setor de energia, elevaram as preocupações sobre o abastecimento global de petróleo e os potenciais efeitos de interrupções no transporte na região do Golfo Pérsico.
O Estreito de Ormuz, por onde cerca de 20% do abastecimento mundial da commodity passava antes da escalada do conflito, continua no centro das atenções. Apesar da alta inicial, os contratos de petróleo reduziram parte dos ganhos ao longo do dia devido a preocupações com os impactos de combustíveis mais caros sobre a inflação, as taxas de juros e o crescimento econômico global.
Perguntas Frequentes
O que causou a queda do dólar nesta terça-feira?
A queda do dólar foi causada pela movimentação dos ativos domésticos no Brasil e pelo ambiente externo favorável a moedas de países emergentes, além da alta do petróleo devido a tensões no Oriente Médio.
Qual foi o valor de fechamento do dólar hoje e quando foi visto pela última vez?
O dólar fechou em R$ 5,089, o menor valor de fechamento em um mês. A última vez que a moeda americana encerrou a sessão neste patamar foi em 7 de agosto, quando marcou R$ 5,084.
Quais fatores impulsionaram a alta do Ibovespa e do petróleo?
O Ibovespa foi impulsionado pelo fluxo estrangeiro positivo e pela valorização de ações de peso como a Petrobras. A alta do petróleo, por sua vez, deveu-se ao aumento das tensões no Oriente Médio e a ataques a instalações energéticas na Arábia Saudita.
