A alta do dólar para R$ 5,20 e a leve queda do Ibovespa nesta quarta-feira (1º/7) refletem a forte pressão vinda do exterior, com o mercado de olho nos juros dos EUA.

O mercado financeiro brasileiro iniciou o mês de julho sob forte pressão externa, com o dólar registrando uma disparada de 0,90% e fechando cotado a R$ 5,20 nesta quarta-feira (1º/7). Durante a sessão, a moeda americana chegou a atingir a marca de R$ 5,21, refletindo um cenário global de aversão ao risco.

Essa valorização da moeda dos Estados Unidos é impulsionada, principalmente, pela expectativa crescente de que o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, realize um novo aumento das taxas de juros. Dados recentes de um mercado de trabalho aquecido e uma inflação persistente nos EUA reforçam essa projeção, alterando as perspectivas dos agentes econômicos.

O impacto no cenário doméstico é claro: enquanto o dólar subia, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em leve queda de 0,19%, aos 171,7 mil pontos, apesar de ter oscilado bastante ao longo do pregão, conforme informação divulgada por ECONOMIA.

Impacto dos Juros nos EUA no Real e na Bolsa Brasileira

A analista de investimentos da Nomad, Rebecca Nossig, destacou que a dinâmica de cautela no mercado é "ditada quase integralmente pelos ventos contrários vindos do exterior, especialmente dos Estados Unidos". Segundo ela, a divulgação de dados mais fortes do que o esperado sobre o mercado de trabalho americano e a inflação pressionada provam que "a economia do país continua bastante aquecida e gerando vagas em ritmo acelerado\