Na sexta-feira (19/6), o dólar encerrou o pregão com pequena queda de 0,17% em relação ao real, cotado a R$ 5,16[1][4]. Apesar da redução no dia, a moeda americana acumulou alta de 2,04% na semana, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou com leve alta de 0,03%, aos 168.333 pontos[1]. Ambos os indicadores demonstraram estabilidade no fechamento, embora tenham oscilado significativamente durante a sessão, em um mercado de baixa liquidez devido ao feriado de Juneteenth nos Estados Unidos[1].

No acumulado de 2026, o dólar registra baixa de 5,89% em relação ao real, enquanto o Ibovespa avança 4,44% no ano, mesmo com recuo de 1,67% na semana[1]. A movimentação cambial e de ações seguiu refletindo as decisões dos bancos centrais dos EUA e do Brasil, tomadas na quarta-feira (17/6): o Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75%, e o Copom reduziu a Selic para 14,25% ao ano[1]. O comunicado do Fed foi considerado mais duro que o esperado, o que pode prolongar juros altos e valorizar títulos americanos, encarecendo o dólar globalmente[1].

Os investidores também monitoraram os desdobramentos da tensão entre EUA e Irã, com notícias ambíguas sobre um possível cessar-fogo e adiamento de negociações previstas para sexta-feira[1]. O preço do petróleo fechou em alta, mas permaneceu na casa de US$ 80 por barril: o Brent, referência internacional, subiu 0,90%, a US$ 80,57, e o WTI, do Texas, avançou 0,94%, a US$ 76,96[1]. Antes do conflito, o barril era negociado a pouco mais de US$ 70, chegando a quase US$ 120 no auge do confronto[1].