O dólar opera em leve baixa de 0,11% frente ao real, cotado a R$ 5,17, indicando estabilidade cambial na prática. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), iniciou o pregão em queda: às 10h30, recuava 0,39%, aos 171,3 mil pontos, após fechar a véspera em alta de 0,87%, aos 171,9 mil pontos[1][2].
Os mercados de câmbio e ações espelham alívio com o avanço das negociações entre Estados Unidos e Israel, ainda que sujeito a turbulências. O resultado imediato da menor tensão no Oriente Médio refletiu no preço do petróleo, que voltou ao patamar anterior à guerra[2][3].
A às 10h05, o barril do tipo Brent, referência internacional, caiu 3,68%, a US$ 72,72, enquanto o WTI (West Texas Intermediate), usado no comércio nos EUA, recuava 3,14%, a US$ 69,66[1]. O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes (euro, iene e libra), registrava queda de 0,29%, aos 101,17 pontos, às 9h50[2].
As bolsas globais operaram com tendência de queda, pressionadas pelo setor de tecnologia. Oscilações nos principais índices americanos foram associadas a perspectivas positivas do avanço da inteligência artificial (IA), mas também a preocupações com investimentos "descontrolados" e custos elevados das companhias[1]. Na quinta-feira (25/5), a Apple aumentou até 25% os modelos de MacBook e iPad devido à elevação dos custos dos chips de memória, afetados pela demanda por IA[1].
Em Wall Street, às 10h40, as quedas foram de 0,60% no S&P 500, 0,47% no Dow Jones e 0,97% no Nasdaq, que concentra ações de empresas de tecnologia[1].
No Brasil, investidores acompanharam a divulgação dos números do desemprego pelo IBGE. A taxa ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, a menor para o mês desde 2012, com queda de 0,6 ponto percentual frente ao mesmo trimestre de 2025. A população ocupada chegou a 102,7 milhões, e o rendimento médio real ficou em R$ 3,7 mil, com crescimento de 4,0% no ano[1].
Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, avalia que o mercado de trabalho não dá sinais de arrefecimento: "Com o desemprego na mínima histórica, renda em alta e massa salarial em recorde, o consumo segue aquecido, e os estímulos fiscais e creditícios em ano eleitoral não deixam esse quadro mudar tão cedo". Para o Banco Central, o mercado de trabalho é um dos principais calcanhares de Aquiles no combate à inflação[1].
Fonte original: Metrópoles – Negócios.
