O dólar comercial fechou em alta de 0,28% na quarta-feira (24), cotado a R$ 5,202, atingindo o maior valor de fechamento desde 30 de março, segundo dados da Folhape e do Terra[1][2]. A moeda americana chegou a registrar máxima de R$ 5,22 durante a manhã, em um dia marcado por nervosismo no mercado financeiro e aversão ao risco global[1].

Em contrapartida, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), encerrou o pregão em queda de 0,44%, aos 170.506 pontos, reverte parte da alta da véspera e é pressionado pela baixa das ações de petroleiras e mineradoras[1][4]. O movimento reflete a forte queda do petróleo, que recuou para o menor nível desde o início da guerra no Oriente Médio, reduzindo o apetite por ativos ligados a commodities[1].

O Brent, referência internacional, caiu 3,81% (ou 4,16% em outras fontes), encerrando a US$ 73,87 por barril, enquanto o WTI, referência nos EUA, recuou 3,92%, a US$ 70,34[1][4]. A queda dos preços da commodity foi impulsionada pelo alívio nas tensões entre EUA e Irã e pela liberação de petroleiros retidos no Estreito de Ormuz, que transportavam cerca de 5 milhões de barris de petróleo[1][4].

No cenário externo, a expectativa de juros altos nos Estados Unidos continua a ser o principal vetor de força do dólar global. Após a reunião do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto) do Fed, dirigentes concordaram com a possibilidade de novo aumento dos juros básicos neste ano, entre 0,25 e 0,50 ponto percentual, com uma estimativa chegando a 0,75 ponto[1]. A taxa americana está fixada entre 3,50% e 3,75%, tornando os Treasuries (títulos da dívida americana) mais atrativos e reduzindo o interesse por ativos de risco, como ações[1].

O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operava próximo aos maiores níveis em mais de um ano, acumulando alta de cerca de 3% no ano, e registrou avanço de 0,22% na quarta-feira, a 101,61 pontos[1][2]. Assim, a política monetária americana substituiu temporariamente o conflito geopolítico como principal motor dos mercados de câmbio e ações[1].