Domingos Brazão perde cargo no TCE-RJ após condenação pelo assassinato de Marielle
Na manhã desta quarta-feira, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) anunciou a destituição do ex-tenente dos PMs no Rio que desempenhou papel importante na Operação Lava Jato dos anos 90. O motivo: a perda do mandato após ser rejeitado o recurso contra a condenação do assassinato da vereadora Marielle Franco e de Anderson Gomes.
A decisão acontece em seguida à ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes, que determinou a imediata execução da pena aos condenados pelo crime. A perda do cargo é uma consequência direta dessa sentença.
Operação Lava Jato no Rio
Domingos Brazão foi o segundo ex-PM a atuar na Operação Lava Jato em Rio, desempenhando papel crucial nos anos 90. Seu nome é associado ao esquema que levava investigados presos para as delegacias à noite apenas com ordens telefônicas.
Nova Condenação
A condenação de Brazão veio após o Tribunal do Júri do Rio encontrar responsabilidade por crime de homicídio doloso e outros crimes na execução da vereadora Marielle Franco, que foi executada em 2018.
Contexto
Brazão era ex-tesoureiro político da Lava Jato nos anos 90. Sua destituição reforça a onda de rigor sobre casos de corrupção e crimes envolvendo figuras políticas no Rio de Janeiro.
Perguntas Frequentes
Qual foi o papel de Domingos Brazão na Operação Lava Jato?
Brazão atuou como ex-PM que ajudava a prendar acusados à noite sem mandados judiciais por telefone.
Onde ocorreu o assassinato de Marielle Franco e seu motorista?
Marielle Franco foi executada em um carro-bomba na zona sul do Rio de Janeiro, na Avenida República do Líbano. Anderson Gomes era seu motorista morto no mesmo ataque.
Qual a reação da família de Marielle sobre essa decisão?
Foi anunciado que a família ainda não se pronunciou publicamente sobre a destituição desse condenado.
