Duas empresas chinesas do setor de semicondutores estrearam com forte alta na bolsa de Hong Kong nesta sexta-feira, 26 de junho, após captar juntas cerca de US$ 1 bilhão em ofertas iniciais de ações (IPOs). A Circuit Fabology Microelectronics Equipment, sediada em Hefei (província de Anhui), e a SG Micro, de Pequim, foram as protagonistas da sessão, com papéis que fecharam em ganhos expressivos.

A Circuit Fabology, também conhecida como CFMEE, captou HK$ 3,24 bilhões (US$ 413,2 milhões), com o IPO precificado em HK$ 252,73 por ação. Suas ações encerraram o pregão com uma valorização de 103,8%. A empresa é uma das principais produtoras de equipamentos de imagem direta utilizados na fabricação de placas de circuito impresso (PCBs) de alto padrão — componentes essenciais que conectam chips minúsculos a sistemas eletrônicos maiores.

Os resultados financeiros da CFMEE refletem sua expansão: a receita da companhia aumentou quase 50% em 2025, enquanto o lucro líquido avançou 31%, impulsionados pelo maior volume de vendas de equipamentos de imagem direta para PCBs e sistemas de automação. A empresa pretende utilizar os recursos do IPO para fortalecer sua capacidade de pesquisa e desenvolvimento (P&D), ampliar a capacidade de produção e realizar investimentos estratégicos.

No mesmo dia, a SG Micro também estreou com destaque, captando HK$ 4,60 bilhões (US$ 586,5 milhões) por meio da emissão de 54 milhões de ações a HK$ 85,20 cada. Suas ações encerraram com alta de 47%. A empresa fabrica chips analógicos, amplamente utilizados nos setores automotivo, de eletrônicos de consumo e outros. A maior parte do montante levantado será destinada a reforçar P&D e expandir o portfólio de produtos nos próximos cinco anos.

A listagem dessas duas companhias soma-se a uma onda crescente de empresas chinesas de semicondutores que recorrem ao mercado de Hong Kong para captar novo capital. Esse movimento ocorre em meio ao esforço estratégico da China para alcançar autossuficiência tecnológica e ao boom global da inteligência artificial, que exige componentes de alta performance. Dados da Kharon indicam que mais de 85% das empresas chinesas relacionadas à IA que foram públicas em 2026 listaram-se na bolsa de Hong Kong, consolidando o centro financeiro como o novo lar para IPOs de tecnologia chinesa.

Com informações da Dow Jones Newswires. Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Fonte original: Jornal de Brasília – Mundo.