Dois terremotos consecutivos de magnitudes 7,5 e 7,2 sacudiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24/6), provocando o colapso de edifícios em Caracas e outras cidades e deixando ao menos 164 mortos e 971 feridos, conforme balanço parcial divulgado na quinta-feira (25/6) pela presidente interina Delcy Rodríguez [2][5]. Os sismos, os mais fortes registrados no país em mais de 100 anos, tiveram epicentros separados por apenas 5 km, localizados nas proximidades de San Felipe e Yumare, no estado de Carabobo, e foram sentidos em países vizinhos como Brasil e Colombia [1][2].

O primeiro tremor, de magnitude 7,2, ocorreu com profundidade de 13 km, e apenas 39 segundos depois foi registrado o segundo, mais intenso, de magnitude 7,5 [2][3]. Em Macuto, diversos prédios desabaram, e em Caracas, o teto do aeroporto caiu, enquanto falhas generalizadas em internet, energia e água afetaram múltiplos setores da capital [1][3]. Milhares de pessoas evacuaram seus lares e ocuparam ruas e espaços abertos em busca de segurança [1][3].

O governo venezuelano decretou estado de emergência e fechou o principal aeroporto do país, enquanto equipes de resgate buscam sobreviventes nos escombros de edifícios inteiros derrubados [2][5]. Até o momento, 17 países já ofereceram ajuda humanitária, incluindo o Brasil, que, por solicitação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, avalia medidas de assistência junto à embaixada em Caracas [2]. A Alemanha também anunciou oferta de aviões militares para apoiar as operações de socorro [2].

Apesar do número oficial de mortos ser de 164, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) projeta que possa haver milhares de vítimas, alertando para danos extensos e generalizados em toda a região afetada [2]. A Funvisis (Fundação Venezolana de Investigações Sismológicas) continua em campo para avaliar a magnitude real dos danos e confirmar vítimas humanas [3].