Um duplo terremoto de magnitude 7,2 e 7,5, ocorrido na última quarta-feira (24), provocou uma devastação histórica na Venezuela, colapsando 774 edifícios em diversas partes do país, incluindo 189 totalmente destruídos e 585 com colapso parcial[2][5]. Os dados foram apresentados por Jorge Rodríguez, presidente do Congresso venezuelano, que também registrou 2,5 mil estruturas danificadas em todo o território vizinho ao Brasil[1]. Além dos prédios, a infraestrutura física de 38 hospitais, 44 centros comerciais e mais de 1,6 mil estradas, pontes e outras vias foi severamente afetada[2].
A presidente interina do país, Delcy Rodríguez, anunciou a criação de uma comissão técnica para avaliar as condições de infraestrutura e habitação nas regiões afetadas, com o objetivo de classificar o nível de risco de cada estrutura em vermelho (alto risco de desabamento), amarelo (risco médio) ou verde (sem risco)[2]. A expectativa é que a comissão informe os níveis de risco para permitir ações de ressegurança e reconstrução[2].
De acordo com o último balanço oficial do governo de Caracas, atualizado na segunda-feira (29), os terremotos já deixaram 1.450 mortos e 3.150 feridos[2][5]. No entanto, os números podem aumentar, pois a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas sob os escombros[2][7]. Até o momento, 25 mil socorristas, incluindo 2,6 mil profissionais estrangeiros e diversos brasileiros, trabalham para localizar sobreviventes[2]. Entre os resgatados, apenas 33 pessoas foram encontradas com vida até ontem[2].
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) classificou o evento como o terremoto mais forte registrado na parte norte da Venezuela nos últimos 126 anos, com epicentros na região de Carabobo e San Felipe[1][5]. A ONU estima que cerca de sete milhões de pessoas possam ter sido impactadas pelo desastre[7]. O Brasil já enviou quatro aviões com ajuda humanitária ao país vizinho, enquanto países como China e Argentina também contribuem com recursos e brigadistas[2].
Fonte original: Agência Brasil – Internacional.
