Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal e atual exilado nos Estados Unidos, não fez nenhuma declaração direta sobre os vídeos em que Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, acusa o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de humilhação e desrespeito. No entanto, em suas redes sociais, o ex-deputado dedicou a quinta-feira, 25 de junho, a republicar conteúdos que questionam as motivações da madrasta e reforçam a imagem do irmão como candidato presidencial, questionando a postura de Michelle em relação à candidatura de Flávio[1][3].
Em uma das publicações, Eduardo compartilhou um link para um vídeo intitulado "Dossiê: Michelle - As Notícias Desmentem", em que um youtuber acusa a ex-primeira-dama de não apoiar a pré-candidatura de Flávio à presidência, de dificultar o acesso dos filhos e aliados ao ex-presidente durante a prisão domiciliar e de agir por interesses pessoais, em vez de priorizar a derrota do PT[1][2]. Eduardo escreveu na postagem: "Sempre fazendo uma viagem ao passado para compreender o presente", destacando a suposta manipulação de Michelle[3].
O ex-deputado também republicou um vídeo de Alexandre Ramagem, ex-deputado que vive nos Estados Unidos enquanto enfrenta processo de extradição solicitado pelo Brasil. Ramagem afirmou que Michelle "trouxe um assunto de sete meses atrás para prejudicar Flávio" e que a ex-primeira-dama "faz birra" por não ter aceitado a decisão do marido sobre a candidatura de Flávio[1][3].
Os aliados e o próprio Flávio tentam retratar os vídeos de Michelle como resultado de uma decisão impulsiva, motivada pelo emocional. O senador reforçou essa leitura: "Toda nossa família está passando por um momento muito difícil. Entendo a angústia da Michelle vendo meu pai, todos os dias, sofrendo com tamanha injustiça. Eu também sofro, mas sigo firme"[1][2].
Nos vídeos que geraram a crise, Michelle afirmou sofrer ataques diários coordenados por um grupo dos Estados Unidos, onde Eduardo, Ramagem e outros bolsonaristas estão exilados. Eduardo também dedicou o feed a postagens em defesa do irmão. Republicou Fernanda Bolsonaro, mulher de Flávio, que descreveu o marido como "leve, respeitoso, carinhoso e pai dedicado"[1][2]. A republicação de uma fala do jornalista Claudio Dantas seguiu na mesma direção. Afirmou que Michelle esperava de Flávio "uma reação agressiva, juvenil" e que o senador respondeu com "empatia e humildade, dignas de uma liderança madura"[3].
Já a apoiadora Claudia Aker classificou o vídeo de Flávio como "impecável, inteligente e agregador" e disse que o senador "merece ser o próximo presidente do Brasil"[1]. Antes da crise, ainda na terça-feira, 23 de junho, Eduardo Bolsonaro alfinetou Michelle. Em resposta a aliados que debatiam a aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará, escreveu: "Obrigado @jairbolsonaro e @andrefernm [André Fernandes, líder do PL cearense] por fazerem um trabalho sério e com inteligência. Não se faz política com o fígado"[3]. A frase foi uma provocação à madrasta, que se opõe publicamente à composição com Ciro Gomes[3][4].
Fora da crise familiar, Eduardo também comentou a vitória de Keiko Fujimori na eleição presidencial do Peru, celebrando o resultado como uma vitória da direita. E compartilhou sobre sua ida ao jogo do Brasil contra a Escócia pela Copa do Mundo. O ex-deputado transformou sua ida ao jogo em uma provocação ao filho de Lula[1].
Fonte original: Notícias ao Minuto – Política.
