Presidente salvadorenho oficializa sua candidatura para as eleições de 2027, impulsionado por alta popularidade e polêmicas reformas constitucionais.
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, oficializou sua candidatura para disputar um inédito terceiro mandato consecutivo. A formalização ocorreu após uma reforma constitucional que permite a reeleição presidencial por tempo indeterminado no país da América Central.
O anúncio da pré-candidatura foi feito no domingo, 28 de junho, pelo presidente do partido governista Novas Ideias, Xavi Zablah Bukele, que afirmou nas redes sociais: “Estamos prontos!”. O atual presidente, no poder desde 2019, é o único pré-candidato à Presidência nas eleições primárias de seu partido, marcadas para 12 de julho.
Caso seja eleito nas eleições gerais previstas para 28 de fevereiro de 2027, Nayib Bukele permanecerá no comando de El Salvador até 2033. As primárias também definirão os candidatos do partido para a Assembleia Legislativa e as prefeituras, conforme informação divulgada por MUNDO.
A Reforma Constitucional que Permite a Reeleição Indefinida de Bukele
A candidatura de Bukele foi viabilizada por uma série de reformas constitucionais aprovadas e ratificadas pela Assembleia Legislativa, que é dominada pela base governista. As mudanças eliminam os limites para a reeleição presidencial, ampliando a duração do mandato de cinco para seis anos e extinguindo o segundo turno nas eleições para presidente.
Além disso, a nova legislação antecipa o fim do atual mandato de Bukele, originalmente previsto para 2029, permitindo que novas eleições presidenciais sejam realizadas em 2027, de forma simultânea às eleições legislativas e municipais. A deputada governista Ana Figueroa, autora da proposta, argumentou que as alterações visam “dar todo o poder ao povo salvadorenho”, equiparar as regras aos demais cargos eletivos, garantir estabilidade institucional e reduzir custos eleitorais.
Popularidade e a Controversa Luta Contra as Gangues em El Salvador
Aos 44 anos, Nayib Bukele mantém um dos maiores índices de aprovação entre os líderes latino-americanos, impulsionado por sua política de combate às gangues criminosas. Sob um regime de exceção em vigor desde 2022, o governo promoveu prisões em massa e endureceu as ações de segurança pública, resultando em significativa redução dos índices de homicídios no país.
Essa estratégia transformou Bukele em referência para líderes e candidatos conservadores da América Latina, incluindo figuras brasileiras como Flávio e Eduardo Bolsonaro, que se encontraram com o ministro de Bukele. Ao mesmo tempo, organizações nacionais e internacionais de direitos humanos acusam o governo salvadorenho de restringir garantias constitucionais, realizar detenções arbitrárias e concentrar poderes no Executivo.
Bukele, por sua vez, rejeita veementemente as acusações, afirmando que as medidas são essenciais para combater a violência das organizações criminosas e garantir a segurança da população, prioridade máxima de seu governo.
Perguntas Frequentes
Por que Nayib Bukele pode concorrer a um terceiro mandato consecutivo em El Salvador?
Nayib Bukele pode concorrer a um terceiro mandato consecutivo devido a uma reforma constitucional aprovada pela Assembleia Legislativa de El Salvador, que eliminou os limites para a reeleição presidencial e ampliou a duração do mandato para seis anos.
Quando serão as próximas eleições presidenciais em El Salvador?
As próximas eleições presidenciais em El Salvador estão previstas para 28 de fevereiro de 2027. Uma das reformas antecipou o fim do mandato atual de Bukele, originalmente previsto para 2029.
Qual é a principal política que impulsiona a popularidade de Bukele em El Salvador?
A principal política que impulsiona a popularidade de Nayib Bukele é a sua política de combate às gangues criminosas. Sob um regime de exceção, o governo promoveu prisões em massa e endureceu as ações de segurança pública, reduzindo os índices de homicídios.
Quais são as principais críticas contra o governo de Nayib Bukele?
As principais críticas contra o governo de Nayib Bukele vêm de organizações de direitos humanos, que o acusam de restringir garantias constitucionais, realizar detenções arbitrárias e concentrar poderes no Executivo, especialmente sob o regime de exceção.
