Em meio a uma crise familiar crescente, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) deixou de seguir os enteados Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e Jair Renan (PL-SC) em suas redes sociais. O ato ocorre quase uma semana após Michelle publicar vídeos em que relata ter sido humilhada, desrespeitada e maltratada pelo senador Flávio Bolsonaro, enteado e pré-candidato à Presidência, durante uma conversa telefônica sobre articulações eleitorais do PL no Ceará[1][2].

A ex-primeira-dama afirmou que Flávio foi "ríspido" e que a tratou mal ao telefone, dizendo que ela não entendia de política e que seria melhor ela ficar fora das decisões do partido[1]. Após a publicação, Michelle declarou que responderia com tranquilidade: "tudo bem"[1].

Apesar da desavença, Michelle e Flávio ainda se seguem nas redes sociais. Entre os enteados, Eduardo e Carlos ainda não deixaram de seguir a madrasta, enquanto Jair Renan retribuiu o gesto, deixando de seguir Michelle[1].

Em resposta indireta à crise, Eduardo Bolsonaro republicou um vídeo de um analista que afirmava que Flávio agiu com "empatia e humildade", dignas de uma liderança madura, em contraste com a reação agressiva que Michelle esperava[1]. Michelle, por sua vez, afirmou em vídeo que há um grupo no exterior coordenando ataques contra ela diariamente, sem citar nomes, mas após se referir a declarações agressivas de enteados[1].

Fontes adicionais indicam que a crise começou com divergências sobre alianças eleitorais do PL no Ceará, onde Michelle defendia a candidatura de uma aliada, enquanto Flávio barrou sua indicação[3][4].

Fonte original: Metrópoles – Brasil.