Vegetais verdes como espinafre, couve e brócolis, tradicionalmente ligados a dietas para controle de peso, revelam um novo e poderoso benefício: proteger os pulmões e reduzir significativamente o risco de desenvolver a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Essa conclusão foi apresentada em um amplo estudo conduzido pela Universidade Edith Cowan (ECU), da Austrália Ocidental, que analisou a relação entre as duas formas da vitamina K e a saúde respiratória.
O estudo, realizado pelo Instituto de Pesquisa em Inovação em Nutrição e Saúde da ECU, focou na vitamina K1, predominante em vegetais verdes, e na vitamina K2, encontrada em carnes, ovos e laticínios. Após acompanhar por 10 anos os dados de 179.062 participantes (com idades entre 40 e 69 anos) do banco UK Biobank, os pesquisadores identificaram que uma maior ingestão de K1 — aproximadamente 250 mcg/dia, equivalente a cerca de 2,5 xícaras de couve — foi associada a uma redução de 16% no risco de DPOC em comparação aos consumidores de menores quantidades.
Além da proteção contra a doença, o grupo que consumiu mais vitamina K1 apresentou melhores volumes pulmonares em testes de espirometria. A capacidade vital forçada foi superior em 44 mL e o volume expiratório forçado em 1 segundo, superior em 32 mL, indicando uma função respiratória mais eficiente.
Curiosamente, nenhuma associação positiva ou negativa foi encontrada entre as vitaminas K1 e K2 e a asma, ou seja, o consumo desses nutrientes não alterou o risco de incidência dessa condição específica. A pesquisa também destacou que a vitamina K1 é mais eficiente e benéfica para a saúde pulmonar do que a K2, que se mostrou mais fraca e sem relação com a redução de DPOC.
Os efeitos protetores da vitamina K1 foram ainda mais evidentes em subgrupos vulneráveis, como fumantes, ex-fumantes e trabalhadores de ocupações com alta exposição a riscos pulmonares, como mineração, construção e manufatura. A vitamina K, conhecida principalmente por sua função na coagulação sanguínea, também regula a inflamação nos pulmões, o que pode ser crucial para prevenir doenças respiratórias crônicas.
Fonte original: Metrópoles – Saúde.
