Um estudo experimental com células-tronco para tratar a doença de Huntington está em andamento na Universidade da Califórnia em Irvine, nos Estados Unidos, marcando uma nova etapa na busca por uma solução para essa enfermidade neurológica hereditária que, até o momento, não possui cura[1].

A doença de Huntington é uma condição genética progressiva que destrói gradualmente as células cerebrais, especialmente no corpo estriado, região profunda do cérebro responsável pelo controle motor, motivação e tomada de decisão[1][4]. O diagnóstico costuma ocorrer entre 35 e 50 anos, e os principais sintomas incluem movimentos involuntários, dificuldade cognitiva, mudanças de humor e depressão[1][4]. Até hoje, nenhuma droga demonstrou capacidade de modificar o curso da doença, e o tratamento atual foca apenas no controle dos sintomas[4][5].

O novo estudo quer mudar esse cenário: cientistas estão testando um implante de células-tronco não apenas para proteger neurônios ainda saudáveis, mas também para substituir as células cerebrais já destruídas pela progressão da enfermidade[1][7]. A ideia é que as novas células integrem-se ao tecido cerebral, contribuindo para restaurar parte da função comprometida[1].

O primeiro paciente recebeu o transplante em maio de 2026 e, até o momento, não apresentou efeitos adversos significativos nem sintomas sérios[1]. Pesquisadores classificam os dados iniciais como preliminares, mas promissores, sobretudo no que diz respeito à tolerabilidade do procedimento[1]. O próximo voluntário passará pelo procedimento em julho deste ano, e, ao todo, 22 pessoas com diagnóstico de doença de Huntington devem passar pelo implante, incluindo o primeiro paciente tratado[1].

Os participantes serão acompanhados ao longo de vários anos para avaliar se há impacto sustentado na progressão da doença, no desempenho motor e nas funções cognitivas[1]. Os resultados serão publicados em revista científica quando o estudo seja finalizado e revisado[1]. Transplantes de células-tronco ainda estão em estudo, mas representam uma alternativa promissora para diversas doenças neurodegenerativas[2][4].