Os ETFs de Bitcoin (BTC) à vista dos Estados Unidos, principal porta de entrada para investidores institucionais no mercado cripto, caminham para registrar o pior mês desde seu lançamento em janeiro de 2024. Com apenas dois dias para o fim de junho, esses fundos já acumulam US$ 4,1 bilhões em saídas, superando o recorde anterior de US$ 3,56 bilhões registrado em fevereiro de 2025, segundo dados da plataforma SoSoValue [4].

A retirada massiva de recursos indica que parte dos investidores reduziu sua exposição ao ativo em meio ao aumento da aversão ao risco nos mercados globais [5]. Quando há grandes resgates, os gestores dos ETFs precisam vender parte dos Bitcoins que mantêm em carteira, o que amplia a pressão sobre o preço da criptomoeda [5].

Na manhã desta segunda-feira (29), o Bitcoin é negociado na faixa dos US$ 59 mil, acumulando queda de quase 1% no dia e de aproximadamente 20% em junho [4]. Além das saídas dos ETFs, o BTC também é pressionado por fatores macroeconômicos, como a expectativa de juros elevados nos Estados Unidos por mais tempo e a realização de lucros em ações de tecnologia [5].

Especialistas apontam que, embora a volatilidade seja alta, a tendência é que a queda do ativo persista no curto prazo, mesmo com alguns investidores enxergando o momento como oportunidade de compra [2]. Os ETFs continuam servindo como um termômetro importante do apetite do mercado pelo ativo [2].

Fonte original: InvestNews – Investimentos.