Os Estados Unidos anunciaram o primeiro teste considerado bem-sucedido do Golden Dome (Domo de Ouro), projeto de escudo antimísseis defendido pelo presidente Donald Trump para proteger o território americano de ataques aéreos[1][2]. O anúncio foi feito por Pete Hegseth, secretário de Guerra dos EUA, em uma publicação no X, afirmando que o primeiro teste do Golden Dome for America foi concluído com "sucesso total" e marcou uma etapa inicial do projeto[1][3].

Hegseth, que testemunhou pessoalmente a demonstração, explicou que o sistema derrubou ameaças de forma autônoma, utilizando tecnologia de energia dirigida por meio do sistema DDAD (Dynamic Defense Autonomous Defeat) para localizar, mirar e eliminar múltiplas ameaças durante o teste[1][2]. Segundo o secretário, a tecnologia neutralizou com eficiência drones e mísseis de cruzeiro simulados, sem falhas, cumprindo exatamente o planejado[1][3].

O teste ocorreu no Novo México, onde Hegseth e Emil Michael, chefe de tecnologia do Pentágono, acompanharam uma demonstração de armas a laser e micro-ondas de alta potência, tecnologia que concentra energia para atingir e neutralizar alvos[1][5]. Hegseth comparou o projeto à Iniciativa de Defesa Estratégica de Ronald Reagan, conhecida como "Guerra nas Estrelas", afirmando que Trump está tornando realidade essa visão histórica[1][5].

O Golden Dome foi criado por ordem executiva em janeiro de 2025, inicialmente com o nome Iron Dome for America, com o objetivo de desenvolver uma defesa contra mísseis balísticos, hipersônicos e de cruzeiro avançados[1][7]. O plano prevê a inclusão de sensores e interceptores baseados no espaço, integrando tecnologias espaciais, sistemas de defesa aérea e antimísseis em uma mesma arquitetura[1][7].

Trump estimou o custo do projeto em US$ 175 bilhões, afirmando em 2025 que o sistema deveria estar operacional até o fim de seu mandato, em janeiro de 2029[1]. No entanto, especialistas questionaram o prazo e a viabilidade financeira, enquanto o Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA indicou que a despesa poderia chegar a US$ 1,2 trilhão em 20 anos[1]. Hegseth associou o teste ao financiamento aprovado pelo governo Trump, chamado de One Big Beautiful Bill, e destacou que empresas tradicionais e novas companhias de defesa estão competindo e colaborando no projeto[1][5].

Até agora, não há verificação independente sobre o resultado do teste. As informações públicas sobre o desempenho vêm exclusivamente do próprio governo americano, sem divulgação de dados completos sobre o cenário, a taxa de acerto, as limitações da tecnologia ou as empresas envolvidas[1][5].