Após os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que destruíram parte da Venezuela na última quarta-feira (24/6), militares dos Estados Unidos chegaram ao país para reforçar as operações de busca e resgate. Um vídeo publicado pelo SOUTHCOM (Comando Sul dos EUA) neste domingo (28/6) mostra soldados norte-americanos chegando à Venezuela, com a mensagem de um cidadão venezuelano: "USA... thank you" [3].

Segundo a publicação oficial, fuzileiros navais desembarcam para participar dos esforços de assistência humanitária liderados pelo Departamento de Estado dos EUA, em apoio às autoridades venezuelanas. A aeronáutica militar continua realizando missões de transporte aéreo para apoiar as operações de socorro [3].

Um general do Comando Sul dos EUA, o major-general Kevin J. Jarrard, chegou à Venezuela para coordenar a resposta humanitária, supervisionando operações de transporte, avaliação de danos e distribuição de assistência [1]. O governo venezuelano solicitou ajuda formalmente [1].

Os Estados Unidos anunciaram que fornecerão US$ 150 milhões em ajuda à Venezuela e suspendeu temporariamente algumas sanções ao país para permitir a entrada de ajuda humanitária [2]. O secretário de Estado, Marco Rúbio, anunciou que os americanos vão liberar 150 milhões de dólares em ajuda humanitária [2].

Em atualização divulgada neste domingo, o comando informou que um Elemento de Resposta de Contingência já está na Venezuela para auxiliar o governo do país e autoridades de aviação na ampliação da capacidade operacional do Aeroporto Internacional Simón Bolívar, facilitando a chegada e saída de voos humanitários [3].

O comando também anunciou que cerca de 130 fuzileiros navais dos EUA devem chegar ao Porto de La Guaira nas próximas 24 horas para ajudar na reabertura da estrutura, que foi fechada após os terremotos [3]. A expectativa é que o porto volte a receber suprimentos e equipamentos destinados às regiões mais atingidas [3].

Desde os fortes terremotos, mais de 1.600 socorristas de diversas nações já chegaram ao país para reforçar as operações, incluindo equipes do Brasil, Colômbia, México, Espanha, Suíça, Equador, Chile, República Dominicana, Panamá e El Salvador [3].

Segundo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, o número de mortos chegou a 1.450, enquanto 3.150 pessoas ficaram feridas e 12.721 ficaram desalojadas [3]. Desde quarta-feira (24/6), o país registrou 430 réplicas, com La Guaira concentrando a maior parte da destruição [3].

O Brasil também está ativo na resposta: enviou 4º voo da FAB com ajuda humanitária para a Venezuela e resgatou 13 brasileiros em voo da FAB [3]. Duas crianças de 11 anos foram resgatadas de escombros na Venezuela [3].