O ex-ministro espanhol de Transportes, José Luis Ábalos, figura-chave na ascensão de Pedro Sánchez ao poder, foi condenado a 24 anos e 3 meses de prisão pelo Tribunal Supremo de Espanha por corrupção, em um caso relacionado à compra de máscaras durante a pandemia de COVID-19[1][2].
A sentença, adotada por unanimidade, conclui que Ábalos, seu ex-asesor Koldo García (condenado a 19 anos e 8 meses) e o empresário Víctor de Aldama (condenado a 4 anos e 6 meses, mas eximido de prisão por colaboração com a justiça) formaram uma organização criminal com divisão de funções que cometiu graves delitos de corrupção[1][4].
Os crimes incluem organização criminal, cohecho (suborno), malversação e tráfico de influência, com provas de que Ábalos recebeu 10.000 euros mensais para "gastos fixos" e que a trama adjudicou o fornecimento de 13 milhões de máscaras a empresas públicas vinculadas a Aldama[1][4].
A condenação representa um revés político significativo para Pedro Sánchez, agravando sua já conturbada situação jurídica, com o irmão e a esposa, Begoña Gómez, também sob investigações de tráfico de influência[2][6].
O líder da oposição conservadora, Alberto Núñez Feijóo, do Partido Popular, pediu imediatamente a renúncia de Sánchez e a convocação de eleições, enquanto o ex-ministro denunciou uma tentativa de "politizar" o caso[2][6].
O tribunal destacou a grave erosão da confiança pública no sistema político causada pela corrupção, que mina a arquitetura democrática do Estado[1][5].
