O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação de sua prisão preventiva, sustentando que não existem requisitos legais que justificassem a medida. O pedido foi apresentado pelo advogado Davi Tangerino ao ministro André Mendonça, relator do caso, e argumenta que Costa está detido preventivamente desde 16 de abril de 2026, mesmo com tentativas de colaborar com as autoridades[1][2].

A defesa afirmou que o Ministério Público Federal (MPF) não formalizou resposta quanto à disposição de Costa em negociar uma delação premiada. Até o momento, o ex-presidente do BRB não assinou acordo de confidencialidade, diferentemente do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que já participou dessa etapa inicial[1][2]. O MP avalia que os elementos que Costa poderia apresentar não trariam novidades relevantes às investigações, além de não haver confissão de crimes[1].

Em documento protocolado em 12 de junho, a defesa relata que as negociações para colaboração começaram em 19 de abril, com reunião formal realizada em 28 de maio, mas sem avanços concretos[2]. O advogado declarou ainda que Costa não prestou depoimento desde que se tornou alvo da Operação Compliance Zero, cuja primeira fase ocorreu em novembro de 2025[2]. A petição também faz paralelo com a situação de Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro no caso Master, que, apesar de monitorado por tornozeleira eletrônica desde o ano passado, não teve prisão decretada[2].

Costa permanece detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde foi transferido após ser detido, em um espaço maior e mais confortável, o que foi interpretado à época como indicativo de avanço no processo de negociação por delação premiada[1]. Mesmo sem aval do MPF, chegou a redigir anexos de uma eventual proposta de colaboração[1]. Nesse meio tempo, Vorcaro teve dois pedidos de delação recusados pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR)[1].

No dia 24 de junho de 2026, a Segunda Turma do STF formou maioria para manter a prisão preventiva de Costa, com 4 votos a 0 para manter a prisão[3][4]. Ele é acusado de negociar o recebimento de R$ 140 milhões em imóveis de luxo como forma de propina para viabilizar a compra do Master pelo BRB[1]. De acordo com as investigações, Paulo Henrique Costa teria combinado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina, repassado por meio de imóveis[4].

A expectativa é que, após a manutenção da prisão, a defesa de Costa peça mudança de regime para avançar em um possível acordo de delação premiada, revelando decisões no banco durante a gestão ligada ao ex-governador Ibanez Rocha[5]. A estratégia pode envolver revelações sobre decisões no banco durante a gestão ligada ao ex-governador Ibanez Rocha[5].

O protocolo do pedido ocorreu antes da nona fase da Compliance Zero, que envolveu o empresário e Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, na quinta-feira 18[2]. A defesa sustenta que medidas cautelares alternativas seriam suficientes, como afastamento das funções no banco, retenção do passaporte e comparecimento periódico à Justiça[2].

Paulo Henrique Costa foi detido durante a quarta fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF), que investiga fraudes no Banco Master e tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB[2]. O executivo é suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios com o Banco Master sem lastro[2]. De acordo com investigadores, Paulo Henrique Costa teria recebido pelo menos seis imóveis avaliados em R$ 146 milhões de Daniel Vorcaro, dono do Master, em troca de facilitar o esquema envolvendo o banco[2].

A defesa do ex-presidente do BRB também questiona a condução das investigações, afirmando que o ex-presidente não foi interrogado desde a primeira decisão cautelar, em novembro de 2025, há cerca de sete meses[2]. Outro ponto questionado no pedido é a tentativa de afastar a necessidade da prisão preventiva. Segundo a defesa, não há elementos que indicam participação inicial de Paulo Henrique Costa na suposta organização criminosa investigada[2].

Os advogados sustentam que a atuação dele e de Dario Oswaldo Garcia Junior teria sido posterior e pontual, sem estabilidade ou permanência que justificasse uma medida mais severa[2]. A defesa também afirma que não há indícios de que Paulo Henrique Costa tenha participado da criação de contratos falsos ou outros documentos fraudulentos apontados na investigação[2].

Após o STF manter a prisão, a expectativa agora são as tratativas para ele firmar um possível acordo de delação premiada[5]. A estratégia pode envolver revelações sobre decisões no banco durante a gestão ligada ao ex-governador Ibanez Rocha[5]. Diante da prisão, Paulo Henrique Costa então acena com essa possibilidade de uma delação premiada[5].

Então, a situação de Paulo Henrique Costa é de fato muito delicada e diante da evidência das provas e diante da manutenção da prisão, o que se tenta agora é mudar que ele pelo menos saia do complexo da Papuda e vá para PF ou para um regime domiciliar e avance nesta delação[5].

A defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de revogação da prisão preventiva[9]. A defesa do ex-presidente do BRB pede liberdade ao STF e cobra da PGR avanço em tratativas para eventual acordo de delação[2].