Exportadores brasileiros enfrentarão tarifaço dos Estados Unidos, com impacto maior nos setores automóvel e calçados.
O aumento das tarifas impostas pelos EUA devem afetar principalmente automóveis, calçados e aço. Segundo especialistas, o superávit comercial do Brasil não deve sofrer grandes alterações devido à pequena participação dos Estados Unidos nas exportações nacionais.
No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras caíram 13%, para US$ 17,4 bilhões, enquanto importações foram de US$ 19 bilhões. O Brasil encerrou o período com déficit comercial de US$ 1,5 bilhão.
Para Lia Valls, pesquisadora do Ibre da FGV e professora UERJ, os setores mais afetados são automóveis, equipamentos, madeira e calçados. Ela destaca que o impacto será mais microeconômico sobre empresas desses setores.
Além de automóveis e calçados, qual outro setor irá sentir fortemente as tarifas dos EUA?
Baixas exportações aço também vão sofrer com aumento das tarifas americanas. O segmento é um dos principais afetados pela escalada de impostos.
Quais especialistas avaliam o impacto da medida no comércio internacional?
Instituições como a AEB, que representa a indústria exportadora brasileira, descartam um efeito relevante sobre o superávit comercial. O governo federal estuda a Lei da Reciprocidade Econômica para responder ao tarifaço.
