A Força Aérea Brasileira (FAB) realizou, nesta terça-feira (30), seu quinto voo humanitário em apoio à Venezuela, enviando um contingente de 52 militares das Forças Armadas e 18 toneladas de medicamentos para ajudar as vítimas dos terremotos que atingiram o país na última semana[1][2].

O voo, operado por uma aeronave KC-30 do Esquadrão Corsário, decolou da Base Aérea do Galeão (RJ) às 12h10 com o objetivo de expandir o hospital de campanha brasileiro já em atividade na cidade de La Guaira e levar equipes especializadas em resgate e saúde[1]. A missão integra o esforço de solidariedade internacional do governo brasileiro e é coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores[1][2].

Como parte do suporte médico humanitário, o KC-30 fez uma escala programada na Base Aérea de São Paulo (Guarulhos), onde foram coletados cerca de 5,5 toneladas de insumos médicos fornecidos pelo Ministério da Saúde, incluindo medicamentos emergenciais e testes rápidos solicitados pelas autoridades venezuelanas[1]. O governo federal assegurou que o envio não impacta o abastecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil[1].

Também seguem para o país latino técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com analisadores de espectro e antenas direcionais de alta sensibilidade, utilizados para localizar sinais de celulares sob os escombros[1]. A operação conta, ainda, com cães farejadores e bombeiros militares de diferentes estados, reforçando as buscas por sobreviventes soterrados[1][3].

"Estamos decolando com destino a Maiquetía, na Venezuela, transportando 52 militares das Forças Armadas do Brasil e mais uma carga de 18 toneladas de remédios e medicamentos que a gente espera que confortem um pouco a situação dos nossos irmãos venezuelanos", afirmou o comandante da aeronave, capitão aviador Renan Herbert Picorelli Walter[1].

Segundo o balanço mais recente das autoridades venezuelanas, pelo menos 884 pessoas morreram e mais de 3 mil ficaram feridas após dois terremotos de 7,1 e 7,5 graus na escala Richter[1]. Cerca de 40 mil pessoas estão desaparecidas[1].

Fonte original: Agência Brasil – Internacional.