A família Coelho Diniz elevou sua participação no Grupo Pão de Açúcar (GPA) — detentor das redes Pão de Açúcar e Extra — e agora detém, em conjunto, 25,1% das ações ordinárias da companhia, consolidando-se como um dos principais blocos acionários do varejista[1][2].

O avanço ocorre poucos dias após o GPA derrubar a cláusula poison pill, que antes exigia oferta pública de aquisição para qualquer investidor que ultrapassasse 25% do capital[1]. Com a barreira removida, a base acionária da empresa começa a se reorganizar rapidamente, e a família mineira, dona de uma rede de 24 supermercados em Minas Gerais, ampliou seu investimento na varejista[1][4].

Os cinco integrantes da família — André Luiz, Alex Sandro, Fábio, Henrique Mulford e Helton Coelho Diniz — já despontavam como acionistas relevantes desde o ano passado, quando detinham 10% do capital e atingiram 17,7% em junho[1][6]. Agora, com 25,1%, ultrapassam o Grupo Casino, francês que controlou o GPA por mais de uma década e vem reduzindo gradualmente sua presença (22,5%)[2][4][7].

Em paralelo, Silvio Tini, por meio da Bonsucex, também elevou sua participação e agora detém 25,8% das ações, tornando-se o maior acionista individual da companhia[2]. Os dois blocos — Coelho Diniz e Tini — concentram fatias semelhantes e superiores à do Casino, redefinindo o controle do grupo[2].

Com a nova posição, a família Coelho Diniz pediu a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para a eleição de um novo conselho de administração, buscando maior representatividade proporcional à sua fatia societária[3][5]. O GPA segue a execução do plano aprovado na recuperação extrajudicial de R$ 4,5 bilhões, enquanto tenta se salvar da crise que afeta o setor[5].

Fonte: InvestNews – Negócios.