Um Caso de Fraudes Através de Empresas Falsas na Feira dos Importados
Condenações em operação policial revelam um esquema criminoso que atingiu R$ 11,4 milhões em impostos ao longo de 17 anos. A quadrilha liderada pelo casal Abbas Mohammad Ahmad e Gislaine Teodosio de Gois manipulava as vendas e gerava empresas fictícias para obstruir o fisco.
De acordo com a 2ª Vara Criminal de Brasília, os envolvidos usavam cinco CNPJs diferentes na Feira dos Importados para fragmentar o faturamento sob o regime do Simples Nacional e emplacar declarações fiscais 'zeradas', o que resultou no esvaziamento das contas públicas. Além da dupla, Diego Rodrigues Dias da Silva, Melquizedeque Ferreira dos Santos e Werverson Ferreira Diniz também foram envolvidos.
Os delitos aconteciam por meio de empresas de fachada, em que funcionários eram usados como ‘laranjas’ para gerir as atividades. Isso permitiu a continuidade das operações mesmo quando a contabilidade indicava falhas e impropérios fiscais.
Além dessas práticas, a quadrilha armazenava estoques de mercadorias em vários bairros da cidade para evitar rastreamento. O esquema foi desarticulado após intensa investigação policial que revelou a real dimensão do delito.
R$ 11,4 Milhões em Fornecimentos Sonegados- A operação batizada de 'Efeito Macro' envolveu investigações extensas e resultou na condenação de sete indivíduos, todos coniventes com o esquema criminoso.
