Em um caso brutal de feminicídio registrado em Itumbiara, no sul de Goiás, Tânia Maria Ribeiro de Oliveira, 52 anos, foi encontrada morta dentro de sua residência na quarta-feira (24/6). A mulher, que estava desaparecida desde o último sábado (20/6), entrou em contato com familiares pela última vez logo após sair do trabalho, conforme investigações da Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO)[1][2].

O ex-companheiro, Carlos Humberto Silva Cardoso, 54 anos, é o principal suspeito de ter matado Tânia a tiros. De acordo com o Metrópoles, o suspeito confessou o feminicídio em mensagens enviadas à familiares da vítima, dizendo que, se tivesse oportunidade, faria o crime novamente e ainda ameaçou os parentes[1]. Em uma das mensagens, Carlos Humberto mencionou a filha e o genro de Tânia, reforçando o caráter de violência vicária — modalidade em que o agressor atinge pessoas íntimas da mulher para puni-la psicologicamente[3][9].

O corpo de Tânia foi localizado após agentes do Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) entrarem no imóvel com autorização da família. A Polícia Civil ainda busca Carlos Humberto, que está foragido. Quem tiver informações sobre seu paradeiro pode fazer denúncia anônima pelo 197[1][2].

O caso de Itumbiara acende alerta para a violência contra a mulher e a violência vicária, que inclui ameaças envolvendo filhos, manipulação emocional e falsas acusações[3]. A Defensoria Pública Estadual de Goiás reforça que atos de abuso, violência e feminicídio são crimes e que a prática de ferir entes para atingir a mãe tem nome: violência vicária[3].