O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), voltou a pedir desculpas públicas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro nesta quinta-feira, 25 de junho, em meio à repercussão de um vídeo em que ela afirma ter sido "humilhada" e "maltratada" por ele. Em um vídeo publicado no Instagram, Flávio reafirmou: "Nunca desrespeitei, maltratei, humilhei uma mulher na minha vida. Eu jamais faria isso com a esposa do meu próprio pai" [1][5].

Flávio alegou que Michelle foi ignorada por ele após um convite pessoal para um encontro com lideranças femininas conservadoras, afirmando que tentou contato por telefone e mensagem, mas não obteve resposta [1][2]. "De coração aberto, fiz o convite a Michelle, justamente porque acredito que o diálogo, o respeito e a união sempre serão o melhor caminho. O convite segue de pé e o coração segue aberto", declarou o senador [1][3].

A crise entre os dois tem como pano de fundo a insatisfação de Michelle com o apoio do PL à pré-candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará, em detrimento de Eduardo Girão (Novo), político alinhado ao bolsonarismo [1][4]. Segundo Michelle, Flávio lhe disse que seria melhor ela "ficar fora das decisões do partido" porque "havia chegado ontem e não entendia nada de política" [1][2].

Após as críticas públicas, Michelle publicou uma nova declaração no Instagram, esclarecendo que "não nutro raiva de ninguém" e pedindo que não sejam retirados trechos de sua fala de contexto para gerar confusão [3][4]. Ela enfatizou que todos trabalharão juntos para derrotar o "atual desgoverno" e que "uma nova história será escrita com verdade, clareza e respeito" [3][4].

A cúpula do PL entrou em alerta, avaliando que a crise com Michelle pode atingir o eleitorado de Flávio, especialmente entre mulheres e evangélicos [1]. Um interlocutor do senador afirmou que a pré-campanha busca uma reaproximação com a ex-primeira-dama para evitar turbulências futuras [1]. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também manifestou que divergências fazem parte de um ambiente vivo e plural e que irá conversar com ambos antes de se manifestar publicamente [3].

Flávio reconheceu que a família tem divergências, mas destacou que "o importante é que a gente vai superar e vai seguir em frente, juntos" [1]. A nova manifestação do senador reforça a tentativa de conter os danos políticos da crise familiar, que já se arrasta desde o fim de 2025 [1][4].