O senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, enviou uma carta oficial ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pedindo que o governo americano não imponha novas tarifas comerciais de 25% sobre produtos brasileiros. A iniciativa ocorre em resposta a relatório do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que recomendou a sobretaxa após investigação sobre práticas comerciais consideradas injustas pelos norte-americanos[1][2].

Na correspondência, Flávio argumenta que a imposição de tarifas causaria "sérios danos ao povo brasileiro", justamente os cidadãos que veem os EUA como parceiros e amigos. Ele reitera formalmente o pedido que já havia feito pessoalmente a Rubio: que Washington exclua o Brasil da nova rodada de taxas comerciais[3][6].

Entre as justificativas para o tarifaço estão decisões da Justiça brasileira contra redes sociais americanas, favorecimento do sistema Pix em detrimento de empresas de pagamento dos EUA, falta de combate à pirataria e restrições ao mercado de etanol[2]. O prazo legal para a tomada de medidas corretivas é 15 de julho de 2026[2].

Flávio também agradece a Rubio pela cordialidade durante sua recente visita a Washington e reforça sua convicção sobre a amizade entre as duas nações, baseada em valores compartilhados e visão comum para a segurança e prosperidade do Hemisfério Ocidental[5]. O senador destaca-se especialmente grato pela decisão dos EUA de designar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas estrangeiras[6].

Em sua carta, Flávio afirma estar confiante de que será eleito presidente do Brasil em outubro e oferece colocar uma equipe de transição à disposição dos EUA caso seja eleito, indicando que os Estados Unidos estão prontos para trabalhar de forma cooperativa com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro[6].

O governo do presidente Lula não enviará representante para a reunião pública sobre as tarifas, pois entende que o encontro será destinado a ouvir entidades afetadas pelas novas taxas, como organizações e empresas. A atuação do governo brasileiro está sendo feita no grupo de trabalho que discute a situação tarifária entre os países, criado após a reunião entre Lula e Trump na Casa Branca, em maio[1].

Fonte original: Notícias ao Minuto – Política.