Nesta segunda-feira (29/6), o Brasil entra em campo contra o Japão na Copa do Mundo de 2026, e dois nomes que antes soavam como “estranhos” na Seleção Brasileira agora brilham no cenário mundial: o volante Éderson e o zagueiro Bremer. Ambos foram revelados pelo Desportivo Brasil, clube de Porto Feliz, no interior de São Paulo, que compete na 4ª divisão do Campeonato Paulista e se destaca por ser uma celeiro de talentos do futebol brasileiro.
Na base, Éderson era conhecido como “Formigão” — apelido dado por sua “cara de formiga” — e Bremer como “Gleisinho”. O fisioterapeuta Cacá Maldonado, que trabalhou com os atletas no clube, lembra que Éderson já era destaque desde os 14 anos, quando chegou ao Desportivo em 2013 para a categoria sub-15. Com características de meia, o volante pisava na área adversária e marcava gols, sendo considerado “diferente” pelos treinadores. Permaneceu no clube até os 18 anos, disputando a Copinha, antes de ser emprestado ao Cruzeiro e, posteriormente, chegar à Atalanta, na Itália. Hoje, Éderson vive sua segunda Copa do Mundo pela Seleção Brasileira.
Bremer, que chegou ao DB em 2014 aos 17 anos para o sub-17, foi chamado de “Gleisinho” pelos colegas. Em sua primeira competição, em Saudade (SC), já atuou como zagueiro titular e se firmou na posição. Considerado um dos destaques técnicos da equipe, teve passagem curta no Desportivo antes de ser emprestado ao Atlético-MG em 2017. Atualmente, joga pela Juventus e também vive sua segunda Copa do Mundo pela Seleção Brasileira.
O Desportivo Brasil, conhecido como “Dragão Chinês”, pertence ao Shandong Taishan, da China, e funciona como clube-empresa focado na formação de jogadores, não em montar “super times”. Segundo Maldonado, “o clube vive para formar”, e sua verdadeira competição é o processo de desenvolvimento do atleta. A estrutura do DB inclui atendimento social frequente, e desde 2020 já faturou mais de R$ 120 milhões com vendas de jogadores.
Nesta Copa, três jogadores que começaram no Desportivo Brasil foram convocados: Éderson e Bremer pela Seleção Brasileira, e o meia Maurício (do Palmeiras), que se naturalizou paraguaio e disputa o Mundial pela Albirroja. Outros nomes de destaque que passaram pelo clube incluem Diego Carlos (Aston Villa), Gustavo Scarpa (Atlético-MG), Kevin (Fulham) e Rodrigo Muniz (Fulham).
Apesar da “frustração” de não ver os craques jogando no campeonato do clube, Maldonado sente o “dever cumprido” ao vê-los brilhar em grandes clubes e seleções. O pequeno time do interior paulista, portanto, é um berço de talentos que molda não apenas atletas, mas seres humanos completos.
Fonte original: Metrópoles – São Paulo.
