Lucas Trejo, futebolista argentino de 38 anos que atua pelo Marítimo de La Guaira na Venezuela, publicou nesta quinta-feira (25/6) um desolador pedido de ajuda após o prédio onde residia sua família desabar em decorrência dos terremotos que sacudiram o país. O jogador, que não estava no edifício no momento do colapso — estava jogando um partida profissional —, perdeu o contato com sua esposa, Yanina Maranella, e seus dois filhos, Aarón e Ainhoa, e não sabe se eles estavam dentro do imóvel quando ele caiu ou se conseguiram evacuar antes.
"Nós nosso prédio em Playa Grande, La Guaira, se derrumbou e não sei nada da minha família. Por favor, orem por eles e compartilhem este mensagem se alguém os viu. Quero acreditar que não estavam lá. Orem pela minha família, por favor", escreveu Trejo em sua conta no Instagram, segundo reportagem da Semana[1]. O jogador também pediu apoio comunitário para localizar sua família e disse que tem amigos na região, mas não conseguiu contato com eles.
Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de 40 segundos de diferença na quarta-feira (24/6), sendo o primeiro registrado próximo a San Felipe e o segundo perto de Yumare. Segundo a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, o saldo até agora é de 164 mortos e 971 feridos, com dezenas de edifícios desabados e equipes de resgate removendo escombros manualmente em busca de sobreviventes[1][2].
Trejo, que tem passado no futebol colombiano (Atlético Huila), está agora em Caracas, mas sua família permanece desaparecida em La Guaira. Sua esposa e filhos são os únicos que ele não conseguiu localizar, enquanto outros atletas venezuelanos também relataram perda de familiares na zona afetada[2]. A área de Playa Grande concentra os esforços do jogador e das equipes de resgate para encontrar sua família[1].
O governo venezuelano decretou estado de emergência, fechou o principal aeroporto do país e mobilizou forças de segurança para buscar sobreviventes. A tragédia reflete o drama de milhares de pessoas que, como Trejo, enfrentam incerteza e desespero após o colapso de seus imóveis e a perda de contatos com familiares.
