O Governo do Distrito Federal (GDF), em parceria com a Neoenergia, anunciou nesta quinta-feira (25/6) o início das obras de implantação da nova rede elétrica no Assentamento 26 de Setembro, também conhecido como Colônia Agrícola 26 de Setembro. A iniciativa, que conta com um investimento de R$ 12 milhões da concessionária, é a segunda etapa do processo de regularização e visa beneficiar mais de 6,7 mil famílias da região, substituindo as ligações clandestinas por uma infraestrutura moderna e segura[1][2].
A nova rede contemplará mais de 6 mil unidades consumidoras localizadas entre as ruas 2 e 6 do assentamento. Para garantir a qualidade e a segurança do fornecimento, serão instalados 1.000 postes e 200 transformadores, além de cabos e medidores individuais para cada residência[1][3]. A governadora Celina Leão (PP) participou da cerimônia de início das obras, destacando que a nova etapa ampliará a capacidade da rede existente e resolverá um dos principais problemas enfrentados pelos moradores, como a falta de segurança e a precariedade das ligações antigas[1].
Com a desativação definitiva da rede clandestina, conhecida como "gato", a Neoenergia reforça que não será permitido o uso de ligações ilegais na nova infraestrutura, sob nenhuma circunstância[2]. Os moradores que ainda não se regularizaram têm a orientação de instalar o padrão de entrada em suas residências e solicitar formalmente a ligação à nova rede para garantir o acesso à energia regular e segura[2][3]. A regularização permitirá que os consumidores tenham comprovante de residência, medição individualizada e cobrança de acordo com o consumo real, fomentando o desenvolvimento econômico da região[1][3].
Frederico Candian, presidente da Neoenergia Brasília, enfatizou que a iniciativa busca garantir mais segurança e qualidade no fornecimento de energia, além de gerar oportunidades para comércio, indústrias e emprego na comunidade[1]. A previsão é que todos os trabalhos sejam concluídos até dezembro de 2026. A ação integra o programa "Energia Cidadã" da Neoenergia, alinhado ao projeto "Energia Legal" do GDF, que desde o início já beneficiou mais de 37 mil famílias e tem meta de atender 40 mil novas famílias nos próximos cinco anos, com investimento estimado em R$ 150 milhões[3].
