O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificou como falsa a informação de que o país irá comprar alimentos dos Estados Unidos, reagindo diretamente às declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre o uso de ativos iranianos descongelados[1][2]. Em uma publicação na rede X, Ghalibaf afirmou: "Os Estados Unidos afirmam falsamente que nossos ativos descongelados vão comprar seus produtos agrícolas. Interessante. A única colheita que estamos fazendo é o que você plantou: décadas de desconfiança. É orgânica, abundante e caseira"[1][3].
Trump havia declarado anteriormente que o dinheiro liberado pelo Tesouro dos EUA ao Irã seria depositado em uma conta de garantia controlada por Washington e utilizado exclusivamente para a compra de alimentos e suprimentos médicos dos Estados Unidos, incluindo milho, trigo e soja[3][6]. O presidente americano reforçou que nenhuma parcela do dinheiro fluiria diretamente para Teerã, destinando os recursos à compra de produtos de agricultores americanos para resolver o que chamou de "problema de fome" do Irã[1][3].
Ghalibaf criticou Washington, dizendo que os EUA exportam apenas "soja geneticamente modificada, promessas quebradas e provocações vazias"[1][2]. O negociador iraniano, que também lidera a equipe do país nas discussões com os Estados Unidos, descartou as alegações de que os fundos recentemente acessíveis seriam direcionados apenas para a aquisição de produtos agrícolas americanos[1].
Em contrapartida, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que qualquer compra de produtos agrícolas será baseada em preços e qualidade, e não em condições impostas pelos Estados Unidos[3]. O embaixador iraniano na ONU, Ali Bahreini, também garantiu que será o Irã o único a decidir sobre a utilização de seus ativos descongelados no exterior[6]. Ghalibaf, por sua vez, descreveu o memorando de entendimento firmado com os EUA como uma "declaração de derrota dos Estados Unidos", alegando que o documento não possui qualquer estipulação legal que exija a compra de produtos americanos[1][8].
