Quase 30 mil novos ônibus não chegam a resolver problema complexo

Nas próximas semanas, as empresas de transporte urbano brasileiras podem ganhar um alento. R$ 1,5 bilhão dos R$ 2 bilhões reservados ao setor via programa ‘Move Brasil’ já foram utilizados em compras de novos ônibus. Entretanto, este valor só é capaz de cobrir uma pequena parte do que é necessário para renovar a frota urbana.

Segundo dados da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), o Brasil precisa trocar mais de 30 mil ônibus de transporte público. O valor estimado para essa renovação chega a incríveis R$ 30 bilhões, o que explica porque as pequenas porções do ‘Move Brasil’ parecem insuficientes.

Renovação dos ônibus urbanos é medida urgente

A média de vida útil de um ônibus no Brasil chegou a sete anos, enquanto o ideal seria cinco. A maioria não conta com ar-condicionado e nem mesmo com sistema de bilhetagem eletrônica moderno. Sem inovação, as cidades perdem passageiros para modalidades mais confortáveis.

Caixa preto do transporte público

O motivo principal desta situação é o fluxo monetário das empresas que operam o serviço. A tarifa paga pelo usuário não cobre todo o custo da manutenção e atualização das empresas. Sem garantia de receita estável, muitas optaram por não investir em novos ônibus mesmo com oportunidades como ‘Move Brasil’.

Perguntas Frequentes

Obrigatoriamente o refrota também será necessário?

Sim, o Refrota é hoje principal instrumento para financiar ônibus urbanos, mas nem sempre as empresas conseguem acesso devido aos requisitos, como telemetria e ar-condicionado.

Há alguma saída para estes desafios?

A aprovação do novo Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano foi um passo importante. A norma visa separar a tarifa paga pelo passageiro da remuneração do operador, criando maior previsibilidade e segurança jurídica para o setor.