O Ministério das Relações Exteriores da Grécia enviou um emissário ao Brasil para investigar denúncias graves contra a embaixadora Eleni Lianidou, que chefiou a representação diplomática grega em Brasília desde o início de 2026[1]. O representante da diplomacia helênica foi enviado ao país após o Ministério Público do Trabalho (MPT) intimar a Embaixada da Grécia, recebendo relatos de irregularidades trabalhistas e práticas abusivas na sede da missão[2][3].
As principais alvos das denúncias são a embaixadora Eleni Lianidou e a conselheira Eleni Papagianni[1][2]. Segundo o despacho do MPT, funcionários da embaixada eram submetidos a desvios de função e enfrentavam situações de assédio moral, incluindo acusações de roubo sem provas concretas[1]. Relatos mais graves indicam que a embaixadora obrigou uma funcionária a limpar o chão com soda cáustica sem Equipamento de Proteção Individual (EPI)[2].
Fontes que preferiram manter o anonimato, entrevistadas pelo Metrópoles, afirmaram que os funcionários que denunciaram a embaixadora já estão sendo ouvidos pelo emissário grego no Brasil[1]. O MPT reforçou que trabalhadores de embaixadas em território brasileiro são regidos pelas leis locais, prevalecendo as normas trabalhistas nacionais[2].
Em nota, a Embaixada da Grécia informou que jamais recebeu qualquer documento do MPT ou de tribunais competentes em Brasília e afirmou que as condições de trabalho são regidas por respeito e excelentes relações amistosas[2]. A diplomata também alegou que a embaixada sempre atuou em conformidade com a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas[2].
Conforme apurado pelo Metrópoles, a embaixadora Eleni Lianidou, principal alvo das denúncias, não está no Brasil, pois viajou para férias na Grécia antes do caso vir à tona[1].
