Gusttavo Lima devolveu o cachê de R$ 1,353 milhão referente ao show cancelado em Surubim (PE) e anunciou que tomará medidas legais contra o prefeito Cleber Chaparral, que o chamou de "ladrão" após o cancelamento da apresentação.

Em entrevista ao Metrópoles, o sertanejo disse que as acusações são "pesadas" e "injustas", reforçando que "ninguém escolhe ficar doente". Ele relatou ter sofrido intoxicação alimentar dias antes, durante a sequência de shows do São João, e que os sintomas — incluindo marejamento nos olhos e falta de apetite — já o debilitavam antes de chegar a Fortaleza (CE).

"Nunca cancelei um show por motivo assim. Foram 10 shows seguidos, duas horas no palco, só eu", disse Gusttavo, que ainda subiu ao palco em Maracanaú (CE) na sexta-feira (26/6), mesmo debilitado. "Acho que foi uma virose. Doença tem que ser tratada com responsabilidade acima de tudo".

O cantor também revelou que integrantes de sua banda e equipe foram impedidos de deixar o local após o cancelamento, ficando na cidade por horas. "Fizeram cárcere privado com nossa equipe. Isso é crime. Estão saindo de lá agora".

Cleber Chaparral, prefeito de Surubim, confirmou que o pagamento do cachê já havia sido realizado e que o valor deverá ser devolvido com correção monetária. Um comprovante de transferência de R$ 1,353 milhão para a produtora do cantor circulou nas redes sociais após o cancelamento[1].

Gusttavo Lima criticou ainda a ofensa de Rafa Alyce BB, que o chamou de "filho da puta" ao assumir o palco. "Eu sou figura pública, mas minha mãe tem que ser respeitada. Ela é mulher, tem sentimentos". O cantor lembrou que chorou em show recente ao relembrar a mãe, que morreu em 2015 aos 73 anos.

"As palavras ferem e destroem reputações. Todo mundo conhece meu compromisso beneficente. Meus dois cachês de Barretos vão para o Hospital do Câncer. Está faltando empatia", disse Gusttavo, que afirmou fazer mais pelo povo do que o prefeito de Surubim.

O Metrópoles procurou o prefeito Cleber Chaparral para comentar as declarações de Gusttavo Lima, incluindo a devolução do cachê e a alegação de cárcere privado. Até a publicação desta reportagem, não houve resposta. O espaço segue aberto.

Fonte original: Metrópoles – Entretenimento.