O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, anunciou nesta quinta-feira (25) o ex-governador e ex-ministro Márcio França (PSB) como seu vice na chapa que disputará o Palácio dos Bandeirantes em outubro. A decisão foi divulgada um dia após uma reunião estratégica no Palácio da Alvorada, em Brasília, com o presidente Lula (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), onde os quatro políticos da aliança — Haddad, França, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) — se colocaram à disposição para compor a chapa majoritária[1][2].

Com a escolha de França para o vice, fica consolidado que Simone Tebet e Marina Silva serão as candidatas ao Senado pelo estado, preenchendo as duas vagas da Casa Alta na aliança alinhada ao presidente Lula[1][3]. Durante pronunciamento no QG da campanha no Pacaembu, Haddad justificou a decisão destacando a experiência de França como governador e sua capacidade de contribuir para a agenda estadual, além de reforçar que a chapa é paritária e que o resultado em São Paulo repercute nacionalmente, já que mais de 20% da população brasileira mora no estado[1][4].

Márcio França, que inicialmente queria ser candidato a governador ou senador, aceitou a vice após ponderar que sua presença na chapa poderia somar votos em regiões onde o PT tem pouca força, como a Baixada Santista, e fortalecer os ataques ao atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que busca reeleição[1][2]. Aliados de Haddad avaliam que França tem um perfil de confronto político que complementa a campanha, enquanto a decisão de Tebet e Marina para o Senado foi influenciada pelo fato de Tebet ter mudado seu título eleitoral para São Paulo com o compromisso de concorrer ao Senado e pelo grupo de Lula de que ela tem chances de ser eleita[1][2].

A aliança foi construída com a presença de outros líderes, como o presidente do PSB, João Campos, e o presidente do PT, Edinho Silva, que após a reunião com Lula assistiram ao jogo da Seleção Brasileira, que venceu a Escócia por 3 a 0 na Copa do Mundo[1][2]. Em 2022, Haddad obteve o melhor desempenho do PT na história das eleições paulistas, com 36% dos votos no primeiro turno e 45% no segundo, resultado considerado fundamental para a vitória de Lula naquele ano[1].